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Jorge Carlos Fonseca envia condolências ao Presidente de Moçambique pelas vítimas do último acto terrorista no país

Cidade da Praia, 14 Nov (Inforpress) – O Presidente da República de Cabo Verde e Presidente em exercício da CPLP enviou na sexta-feira uma carta ao Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, de condolências pelas vítimas inocentes do último “ignóbil” acto terrorista.

Em uma publicação efectuada na sua página oficial no Facebook, Jorge Carlos Fonseca afirmou que se trata de uma mensagem de solidariedade num período muito difícil que vive o povo moçambicano.

A Agência de Informação de Moçambique citou a Polícia moçambicana, afirmando que mais de 50 pessoas foram sequestradas e depois decapitadas na aldeia de Muatide, “num campo de futebol que se transformou num campo de extermínio”.

Segundo a BBC, que cita a Agência de Informação de Moçambique e o ‘site’ Pinnacle News, as decapitações terão sido realizadas entre a passada sexta-feira e domingo.

O portal de notícias Pinnacle News fala mesmo em centenas de vítimas e “cerca de 40 decapitações” noutras aldeias, incluindo de muitas “crianças com menos de 15 anos”.

“O secretário-geral da ONU insta as autoridades do país a conduzir uma investigação sobre esses incidentes e a responsabilizar os responsáveis”, declarou o porta-voz Stephane Dujarric, apelando a “todas as partes em conflito para que cumpram as suas obrigações ao abrigo do direito internacional humanitário e dos direitos humanos”.

O secretário-geral reiterou o compromisso das Nações Unidas em continuar a apoiar a população e o Governo de Moçambique na abordagem urgente das necessidades humanitárias imediatas e nos esforços para defender os direitos humanos, promover o desenvolvimento e prevenir a propagação do extremismo violento.

Já na semana passada, a Agência France-Presse noticiava que “corpos desmembrados de pelo menos cinco adultos e 15 menores foram encontrados (…) numa floresta na cidade de Muidumbe”.

Alguns relatos dizem que as vítimas dos ataques estavam num rito de iniciação ou passagem à vida adulta.

As Forças de Defesa e Segurança (FDS) moçambicanas descrevem como “grave” a situação em Cabo Delgado (norte), assinalando que o porto e o aeroporto de Mocímboa da Praia continuam nas mãos de grupos armados, refere-se num relatório parlamentar consultado pela Lusa.

A província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, é palco há três anos de ataques armados desencadeados por forças classificadas como terroristas e que se intensificaram este ano.

Há diferentes estimativas para o número de mortos, que vão de 1.000 a 2.000 vítimas.

Segundo dados oficiais, há, pelo menos, 435 mil deslocados internos devido à violência protagonizada por grupos classificados como terroristas em distritos mais a norte da província.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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