Jorge Carlos Fonseca diz-se satisfeito por chefiar missão de observação da CPLP às eleições gerais angolana (c/vídeo)

Cidade da Praia, 12 Ago (Inforpress) – O ex-Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, vai chefiar a missão de observação da CPLP às eleições gerais de 24 de Agosto, em Angola, e disse que recebeu o convite com “satisfação” e como um “desafio novo”.

“Apesar de ter um percurso político de mais de 50 anos, e ter exercido funções diferenciadas, desde ministro dos Negócios Estrangeiros, secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Presidente da República, docência e investigação universitária, nunca exerci esta tarefa de chefiar uma missão de observação eleitoral”, afirmou o ex-Chefe de Estado, em entrevista à Inforpress.

Para ele, tratando-se de Angola, um país muito próximo de Cabo Verde e com o qual partilha muitos espaços internacionais, como a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), a União Africana, tornava-se “difícil recusar o convite” que lhe foi dirigido pela CPLP.

A chegada à capital angolana, Luanda, está prevista para a manhã do dia 19 de Agosto, enquanto o regresso a Cabo Verde deve acontecer no dia 27, ou seja, três dias depois das eleições.

“Regressei há poucos dias de Angola numa missão diferente, a convite de uma instituição privada para conferências e apresentação de um livro literário, e, agora, numa situação diferente que exige um outro tipo de prestação da minha parte”, pontuou Fonseca.

Instado se a missão que o leva a Angola é difícil, preferiu deixar esta avaliação para o final, avançando, contudo, que se trata de uma função que “exige alguma preparação”, sobretudo um “sentido de responsabilidade”, já que cabe à missão observar tudo o que é relevante num processo eleitoral, desde momentos anteriores passando pelo escrutínio e apuramento dos resultados.

Na sua perspectiva, trata-se de um trabalho de muita responsabilidade porque implica, afinal, uma avaliação”, embora este juízo conta com a participação de outros observadores, como a União Europeia, a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da União Africana.

Estas eleições estão a ser disputadas por oito formações políticas e, de acordo com Jorge Carlos Fonseca, num país como Angola, à semelhança de Cabo Verde, que não tem ainda uma experiência democrática muito longa no tempo, é natural que as eleições impliquem sempre “dissensos e divergências, reclamações e insatisfações”.

Segundo Jorge Carlos Fonseca, de uma missão de observação eleitoral espera-se “prudência, ponderação, sentido de moderação e exigência na avaliação”, de forma a não ultrapassar os limites da sua função e contribua positivamente para que as eleições, por um lado, traduzam a vontade genuína dos angolanos e, por outro, sejam aceites por todos. 

LC/HF

Inforpress/Fim

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