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Jorge Carlos Fonseca destaca Cabo Verde como país “solidário” com “boas políticas” de integração dos imigrantes

Cidade da Praia, 18 Dez (Inforpress) – O Presidente da República (PR), Jorge Carlos Fonseca, disse hoje que Cabo Verde tem sido um país “solidário”, destacando “boas políticas” de integração dos imigrantes, “a serem melhoradas, evidentemente”, nestes tempos de crise migratória.

O PR fez esta intervenção na sua mensagem alusiva ao Dia Internacional dos Migrantes, que se assinala a 18 de Dezembro.

Conforme indicou, estatísticas oficiais evidenciam um aumento contínuo do número de estrangeiros e imigrantes em Cabo Verde, desde os anos noventa e por razões várias, pessoas de várias partes do mundo, movidos pelas oportunidades crescentes de realizarem negócios ou de emprego no país.

Atestou que a este crescimento, acompanha-os a língua, a gastronomia, a música e os costumes, em “mais um reencontro com a história”, tornando “mais rica a sociedade cabo-verdiana”, contribuindo na edificação de um país cada vez mais democrático, desenvolvido e plural, mais rico cultural e economicamente.

No entanto, referiu que “devido à fragilidade da economia cabo-verdiana”, caracterizada essencialmente pela existência de “problemas estruturais conducentes à grande dependência do exterior”, mister é “reforçar os mecanismos” de acolhimento dos que escolhem este país para viver e trabalhar, “intensificando os esforços” para a regularização e inclusão social dos imigrantes.

Segundo realçou, a “boa integração das comunidades imigradas” em Cabo Verde tem sido uma das suas prioridades, enquanto Presidente da República, com atenção aos esforços dos sucessivos governos nacionais de criar medidas políticas de relevo que tenham como finalidade o reforço dos mecanismos de gestão de fluxos migratórios, o desenvolvimento institucional e, sobretudo, a inclusão social de imigrantes.

Isso, salientou, “numa perspectiva de agilizar os processos de regulamentação da estadia dos imigrantes no país fossem adoptadas”.

“Neste Dia Internacional dos Migrantes estatuído pelas Nações Unidas, regozijo-me com o facto de Cabo Verde ser um país solidário e se destacar, nestes tempos de crise migratória, por boas políticas de integração, a serem melhoradas, evidentemente, já que o fenómeno é recente”, observou.

No seu entender, importa “agir em prol de uma sociedade atenta” à salvaguarda dos direitos humanos de todos os cidadãos, de acordo com o princípio maior da Agenda 2030 que é «não deixar ninguém para trás», todos os nacionais e migrantes incluídos neste conceito, protegendo os seus direitos e dignidade.

De acordo com a mensagem do PR, o fenómeno das migrações é histórico, sendo que as pessoas circulam por trabalho e lazer e continuarão a fazê-lo e as migrações e a mobilidade internacionais, forçada ou voluntária, surgem hoje como temas candentes para governos mundiais, actores institucionais e Organizações Internacionais.

Apontou que em África, o número de pessoas que vivem fora do seu país de nascimento aumenta, por ano, na ordem de 1,1 milhão, ultrapassando os valores dos tradicionais destinos de migração (Europa e América do Norte).

Prossegui evidenciando que, o volume dos fluxos sul-sul já é, pois, superior, chegando aos 97 milhões de migrantes, superando os 89 milhões de migrantes que se movem do Sul para o Norte, para os tradicionais países de destino.

Para o PR, “urge” que as respostas a este fenómeno sejam globais, articuladas e conjuntas, que se invista na educação para uma cidadania activa multicultural, em programas de diversas áreas e em legislação específica para a boa integração dos imigrantes.

HR/ZS

Inforpress/Fim

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