Jorge Carlos Fonseca afirma que enquanto Presidente da República e pai não deixa de estar “preocupado” com reabertura das aulas

Cidade da Praia, 21 Set (Inforpress) – Jorge Carlos Fonseca afirma que, enquanto Presidente da Republica e pai, não deixa de estar “preocupado” com a reabertura das aulas em plena pandemia da covid-19.

“Vamos abrir as escolas e isto pode ser uma fonte de risco acrescido de contágio [pela covid-19]”, afirmou o Chefe de Estado, para quem a reabertura das escolas exige que isto seja “muito bem pensado, planificado e executado”.

O Presidente da República fez essas considerações em entrevista à televisão pública (TCV), o durante o jornal de domingo.

Segundo ele, não se deve “parar o país” por causa da pandemia, nem as escolas deverão deixar de funcionar, porque são “fundamentais” para o desenvolvimento das crianças.

“Deve haver regras, balizas e procedimentos muito claros e muito bem difundidos antes de abrirem as escolas”, exortou o Chefe de Estado.

Instado a pronunciar-se sobre a questão das habitações sociais e do ordenamento do território em Cabo Verde, reconheceu que no país se precisa dar “mais intensidade à realização dos preceitos da Constituição em matéria de direitos sociais, económicos e culturais”.

Na perspectiva de Jorge Carlos Fonseca, deve haver uma política de gestão de solos não só nas cidades, por forma que as pessoas com mais dificuldades, sobretudo as que venham do mundo rural, tenham a cesso à habitação.

Relativamente ao caso Alex Saad, tido como testa de ferro do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, Jorge Carlos Fonseca considerou que se trata de um “caso complexo”, uma vez que envolve “muitos interesses”.

“Um país como Cabo Verde não deve procurar ser palco de assuntos polémicos, de grande mediatismo e que envolve interesses”, comentou, acrescentando, por outro lado, que o país, enquanto Estado de Direito Democrático, “não pode estar a impedir que a Procuradoria Geral da República ou os tribunais façam o seu trabalho, cumprindo acordos, nomeadamente que tem com a Interpool”.

Na entrevista à TCV, reconheceu que tem recebido telefonemas de várias chefes de Estado e cartas de familiares sobre o caso da detenção de Alex Saad no país.

“…Vamos deixar que os tribunais decidam”, concluiu Jorge Carlos Fonseca, deixando transparecer que a decisão judicial será sempre respeitada.

LC/CP

Inforpress/Fim

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