Jorge Andrade destaca a humanização na PN como grande ganho da instituição

Cidade da Praia, 24 Mar (Inforpress) – O director nacional adjunto do serviço social da Polícia Nacional (PN), Jorge Andrade, destacou, hoje, na Praia, a humanização como um “grande ganho” conseguida com a entrada das mulheres na PN, defendendo a necessidade de melhorias neste domínio.

Jorge Andrade, nomeado esta quarta-feira como director adjunto do serviço social da Polícia Nacional (PN), fez estas declarações à imprensa no âmbito da conversa aberta sobre “O papel da mulher na Polícia Nacional”.

“A humanização na PN com a entrada das mulheres é devido à própria sensibilidade das mulheres, se repararem nós os homens preocupamos mais com o trabalho sem a questão da outra parte, do sentimento, enquanto a mulher tem essa preocupação de saber, o que está a passar, por exemplo, com o subordinado colega em casa (…)”, explicou aquele responsável.

“Evidentemente que havia alguma humanização na PN”, mas, sustentou, a mulher trouxe “algum ganho”, tendo afiançado a necessidade de haver mais trabalho para que haja mais humanização na instituição.

Porque, conforme revelou Jorge Andrade, a instituição tem consciência que ainda está “muito” aquém daquilo que é a necessidade, reconhecendo que algumas decisões devem ser “muito mais humanizadas”.

“Tentar perceber o outro lado, porque é que determinados comportamentos acontecem para depois podermos também servir melhor, porque às vezes a legislação diz isso e aquilo e é verdade, mas muitas vezes determinados comportamentos acontecem porque as pessoas têm problemas em casa, no seio familiar”, mencionou.

Portanto, defendeu Andrade, a tentativa de perceber a outra parte é o caminho para tomar melhores decisões para o bem da instituição, tendo argumentado que a humanização na instituição também traz ganhos para a própria entidade.

Na prática, para que haja esta humanização, indicou que o serviço social da PN criou condições para ir auxiliar o pessoal nas suas residências, um serviço que foi dinamizado ainda mais, quando adquiriu uma ambulância.

“Temos problemas de álcool na nossa instituição, não podemos envergar esta situação, então criamos condições para ajudar as pessoas no tratamento, tudo isso é humanização da própria instituição, agora volto a repetir a necessidade de se fazer mais, queremos fazer mais e estamos empenhados. Não depende só da polícia, é preciso auxílio de outras intuições, mas devemos fazer a nossa parte”, sublinhou Jorge Andrade.

Por sua vez, Ivanilda Gonçalves, chefe patente da esquadra, avançou à imprensa que a mulher desde a sua integração na PN desempenhou inúmeros papéis, iniciado com os administrativos.

Porém, actualmente, mencionou, há mulheres no corpo de intervenção, na unidade especial de polícia, oficiais superiores, na protecção de alta entidade, enfim, por todas as vertentes da PN.

“Mostramos que o papel da mulher não é só os que nos atribuem, mas sim tudo o que está em nosso alcance, hoje mostramos que temos competência de exercer qualquer papel na PN”, disse aquela responsável.

A entrada das mulheres na corporação policial, salientou, contribuiu para a quebra de tabu existente numa profissão maioritariamente masculina, tendo pontuado que hoje em dia há mais mulheres a concorrerem à profissão de polícia.

Dos inúmeros ganhos da mulher na PN, Ivanilda Gonçalves apontou ainda que no ano passado havia três mulheres a desempenhar função de comando, chefia e hoje são quatro, tendo apontado que o “grande desafio”, é desempenhar estas funções com “garra” expondo cada vez mais a competência da mulher para desempenhar “todas as funções”.

TC/ZS

Inforpress/Fim

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