Jacinto Santos sugere rede das associações promotoras da inclusão social para melhores acções

 

Cidade da Praia, 04 Ago (Inforpress) – O consultor Jacinto Santos sugeriu hoje a criação de uma rede das associações promotoras da inclusão social em Cabo Verde para criar “capacidade agregada”, propor e dialogar com as medidas de políticas com o sector público.

Jacinto Santos, que falava aos jornalistas momentos antes de apresentar uma conferencia sobre “A inclusão social e as politicas de abordagem em Cabo Verde”, no âmbito da apresentação da Associação Nacional de Apoio à promoção da Educação Especial em Cabo Verde (ANAPEE-CV), disse que no processo da inclusão social há três actores.

“Temos Estado – sector público, a sociedade civil e o sector privado. Em cada um desses sectores pode ser criado indicadores de verificação. Por exemplo, a inclusão de crianças com necessidades educativas especiais” disse, adiantando que nessa matéria a sociedade civil é muito mais dinâmica do que o próprio sector público.

Contudo, adiantou que no seio desse grupo falta “algo de programático e sistemático” como forma de não só ficaram na perspectiva da reivindicação, mas sim passar a uma perspectiva de construção.

“Nós temos vários exemplos em Cabo Verde de acções públicas de inclusão de intervenção da sociedade civil que promovam a inclusão. Entretanto o que falta a esse conjunto de associações que trabalham nesta área é articularem-se em rede, criar uma capacidade de resposta global para passarem de um patamar de co-produção de serviços de interesse público dessa camada a uma fase de co-produção de políticas públicas”, anotou.

Na sua perspectiva isoladamente por mais importante que a acção de cada uma seja, torna-se insuficiente para responder às necessidades.

“Portanto é necessário que o conjunto dessas associações reconhecidas socialmente em Cabo Verde a nível internacional criem uma capacidade agregada para propor e dialogar com as medidas de politicas com o sector publico”, disse.

Jacinto Santo conta que tem estado a trabalhar na construção de um quadro matriz de verificação da inclusão a nível dos sectores designadamente na educação, na saúde e na protecção social, na economia, na cultura, entre outros.

O referencial apresentado durante a conferencia é de uma inclusão social não na perspectiva de reparar os danos, mas sim uma inclusão com dimensão activa, existindo entretanto aqueles que ficam colocados no processo de inclusão passiva e que devem merecer a atenção do sector público.

“Isto é cada cidadão por mais vulnerável que seja é um sujeito e por isso tem de ser parte activa no processo de inclusão porque parte-se do pressuposto que ninguém desenvolve o outro assim como ninguém inclui o outro. Portanto é criar oportunidades através das politicas publicas, de acções através da sociedade civil, do sector privado”, explicou.

MJB

Inforpress/fim

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