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Jacinto Santos concorre a um segundo mandato à frente da Plataforma das ONG com uma “lista renovada”

Cidade da Praia, 18 Dez (Inforpress) – Jacinto Santos candidata-se a um segundo mandato à frente da Plataforma das ONG e promete apresentar uma “lista renovada” que reflicta a “diversidade” das organizações membros e, também, a questão regional.

Depois de dois anos à frente da Plataforma das ONG cabo-verdianas, disse, em jeito de balanço, que introduziu três “grandes  reformas” na organização, nomeadamente o modelo de governança, que consistiu na descentralização territorial e, como sendo um processo “complexo”, avançou-se com duas experiencias piloto em São Vicente e na ilha do Sal.

“Começámos com as comissões de instalação provisória, e, hoje, temos duas estruturas regionais eleitas  directamente pelas associações implantadas no território”, indicou Jacinto Santos, acrescentando que um dos seus propósitos é de “aprofundar a descentralização da Plataforma”.

Assim, vão ser criadas duas estruturas regionais da Plataforma, uma na Praia e outra em Santa Catarina e três na ilha de Santo Antão, porque, justificou, não dispõem de recursos para avançarem com tudo ao mesmo tempo.

A segunda grande reforma, apontou, foi no sentido do acesso ao financiamento público.

“Propomos e negociamos com o Governo um acordo quadro de colaboração institucional, em que o Estado deixou de financiar directamente as associações para passar a fazê-lo indirectamente, através da Plataforma”, afiançou, acrescentando que esta “experiência muito boa” foi desenvolvida com o Ministério da Família e Inclusão Social.

Para o presidente da Plataforma, este novo modelo de financiamento não tirou autonomia às associações no que concerne à apresentação dos seus projectos.

Na perspectiva de Jacinto Santos, a nova forma de financiar as ONG teve um “impacto muito bom”, e, agora, com “grande impacto” durante em que 25 associações concorreram e desenvolveram projectos que beneficiaram mais de dez mil pessoas.

“Pretendemos que no segundo mandato este mecanismo de colaboração institucional com o Governo seja alargado a outros sectores governamentais, nomeadamente o da cultura e indústrias criativas, da economia marítima e agricultura e ambiente, áreas onde as organizações da sociedade civil estão “bem implantadas”.

Uma outra reforma não menos importante, destacou, foi a abertura da Plataforma aos seus membros, ou seja, “ceder espaços para que os membros pudessem realizar a suas actividades”.

“O indicador de verificação dessas medidas está no número de adesão que conseguimos durante estes dois anos, com a entrada de mais 15 novas associações”,  admitiu Jacinto Santos, destacando a diversificação de novos membros, como os sindicatos, e fundações.

Por outro lado, fez notar que há um “reconhecimento institucional” da importância da Plataforma, a nível da articulação com as instituições públicas, em termos  de apoio às organizações da sociedade civil.

Entretanto, reconheceu que um dos pontos fracos do seu mandato foi a “dificuldade crónica de comunicar sobre o que se faz”, mas que este problema ficará resolvido no próximo ano, com o sítio oficial na Internet da Plataforma das ONG cabo-verdianas “renovado e mais robusto”.

Durante a assembleia geral, que se realiza sábado, 19, Jacinto Santos prometeu apresentar uma lista “muito renovada” e os órgãos vão reflectir a diversidade das organizações que fazem parte da Plataforma é, também, a questão regional.

LC/AA

Inforpress/Fim

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