Itália ameaça fechar portos a barcos estrangeiros com migrantes a bordo

 

Roma, 28 Jun (Inforpress) – A Itália ameaçou fechar os seus portos a barcos com pavilhão estrangeiro que façam transporte de migrantes socorridos no Mediterrâneo, noticiou hoje a agência France Presse, que cita uma fonte próxima do governo italiano.

“Não podemos continuar assim”, afirmou hoje à AFP a fonte próxima do executivo italiano, poucas horas depois de a imprensa transalpina ter dado conta da ameaça.

Segundo a imprensa italiana, o representante italiano junto da União Europeia, Maurizio Massari, reuniu-se em Bruxelas com o comissário europeu encarregada da Imigração, Dimitri Avramopoulos, e entregou-lhe uma carta na qual a Itália considera que, na sequência da chegada maciça de migrantes nos últimos dias, “a situação atingiu os limites do suportável”.

Entre domingo e terça-feira foram socorridos mais de 10.200 migrantes ao largo da Líbia, dos quais 5.000 só na segunda-feira, 3.300 no domingo e 1.900 na terça-feira.

A guarda-costeira italiana está a coordenar as operações de salvamento no Mediterrâneo, que envolvem numerosos barcos estrangeiros, muitos deles fretados pelas Organizações Não Governamentais.

Todos os migrantes resgatados são transportados para os portos italianos e posteriormente distribuídos pelos centros de acolhimento, quase todos lotados.

“Se estes números continuam, a situação vai tornar-se ingovernável, mesmo para um país grande e aberto como o nosso”, declarou o presidente italiano, Sergio Mattarella, em Otava, Canadá.

A Itália tem vindo a pedir solidariedade por parte dos parceiros europeus na gestão da crise migratória, intensificada com um aumento das chegadas de migrantes da Líbia.

Segundo o Ministério da Administração Interna italiano, mais de 73.300 migrantes chegaram a território italiano desde o início do ano, um acréscimo de 14% face ao mesmo período de 2016.

De acordo com o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (HCR), pelo menos 2.005 pessoas morreram ou desapareceram ao tentar atravessar o Mediterrâneo desde o início do ano.

Inforpress/Lusa

Fim

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