Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

ISCEE aposta nas novas tecnologias para divulgação das ofertas formativas

Cidade da Praia, 19 Jul (Inforpress) – O ISCEE tem vindo a utilizar todos os meios de comunicação possíveis para divulgação das ofertas formativas, num ano económico e financeiro “difícil”, já visível nos números de inscritos para o próximo ano lectivo, disse o presidente da instituição.

José Lopes da Veiga, que falava à Inforpress, sobre os preparativos do Instituto Superior Ciências Económicas e Empresariais (ISCEE) para o ano lectivo 2021/2022, adiantou que, desde 2019, o número de inscritos tem vindo a diminuir consideravelmente.

“A concorrência é enorme, temos vindo a utilizar todos os meios de comunicação possíveis para fazer a divulgação da nossa oferta formativa para o próximo ano lectivo com anúncios na rádio, publicidade na televisão, temos utilizado muito as novas tecnologias de informação como o facebook, cartazes em autocarros em São Vicente e nos hiaces em Santiago como método para a divulgação”, avançou.

Revelou que para o próximo ano lectivo, o ISCEE vai continuar com os mesmos cursos a nível de licenciatura, mestrado, doutoramento e irá apostar em cursos de curta duração como finanças para não financeiros, marketing digital e organização e planificação de negócios.

José Lopes da Veiga afirmou que a situação do instituto já era “difícil” uma vez que os problemas com o não pagamento de propinas ainda persistem, e irá agravar-se com a pandemia da covid-19.

“A situação económica e financeira do país está um pouco difícil e isso tem feito sentir a nível do número de inscritos para o próximo ano lectivo. Nós acreditamos que vamos ter alunos suficientes para abrir todos os cursos que tradicionalmente leccionamos, todavia iremos ter problemas com o pagamento das propinas, que é um ‘calcanhar de Aquiles’ do ensino superior em Cabo Verde”, apontou.

Segundo explicou, de 2019 a esta parte, o número de alunos inscritos tem vindo a diminuir consideravelmente, uma vez que a crise pandémica tem agravado a situação económica e financeira de muitas famílias e fez com que muitos alunos abandonassem os estudos.

No seu entender, trata-se de uma situação que não acontece apenas no ISCEE, mas em todas as instituições do ensino superior particularmente do sector privado, já que a universidade pública dispõe de todos os apoios necessários da parte do Estado.

“O facto de o estado apoiar unicamente a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) contribui para aquilo que nós chamamos de massificação do ensino superior em Cabo Verde, eu não tenho nada contra isso desde que não prejudique a qualidade do ensino em Cabo Verde”, mencionou o presidente, para quem a Uni-CV é uma concorrente directa de todas as universidades privadas no país.

Uma vez que recebem o subsídio do Estado, avançou que a universidade pública dá-se ao “luxo” de cobrar propinas muito mais baixas tornando-se naturalmente muito mais competitivo do que os privados, embora não se ponha em causa a qualidade do ensino num e noutro já que o próprio mercado há de fazer o seu julgamento.

José Lopes da Veiga defendeu que o estado devia olhar e apoiar as instituições privadas porque contribuem também para o desenvolvimento de Cabo Verde, sobretudo agora em que a situação tende a ficar mais complicada perante a pandemia da covid-19.

AV/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos