IPC vem trabalhando na edificação de um Centro de estudo da língua cabo-verdiana – Directora

Cidade da Praia, 18 Fev (Inforpress)- A directora do Património Imaterial garantiu hoje que o Instituto do Património Cultural (IPC) vem trabalhando para a edificação do Centro de Estudo da Língua cabo-verdiana nas suas mais variadas dimensões, no âmbito do plano de valorização dessa língua.

Sandra Mascarenhas deu esta garantia à imprensa, no âmbito da conferência sobre o tema “Aprendizagem da língua Cabo-verdiana e padronização da escrita”, realizada pelo IPC, em parceria com técnicos da diáspora, para comemorar o Dia Internacional da Língua Materna, que se assinala no dia 21.

Devido à pandemia da covid-19, o IPC deu prioridade, durante o ano de 2020, a edificação dos centros de estudos da morna, mas garantiu que os centros de estudos da língua serão a próxima prioridade desta instituição.

“Obviamente, que terá que haver um centro de estudo da língua para dar a língua a dimensão que deve ter no nosso contexto arquipelágico. Falta, exactamente, identificar onde verdadeiramente será esse centro, mas é um caminho lógico e é para lá que caminhamos e penso que muito rapidamente estaremos a edificar ou a reabilitar um centro de estudo da língua”, assegurou.

Ainda no âmbito do plano de salvaguarda da língua, o IPC vem trabalhando, desde 2019- ano em que língua cabo-verdiana foi elevada a património nacional, na sua valorização, começando pela edição de obras ligadas às tradições orais.

“Nós temos apostado, sobretudo, nisto. Temos trabalhado a língua sob o ponto de vista do património imaterial, esquecendo, por um lado, a oficialização, pensando na padronização, mais do que tudo, que é o quê nos interessa, a padronização e a valorização e o reconhecimento da língua como tal”, disse, realçando que essas conferências servem para criar as bases para que continuem nesta senda de inventariar e salvaguardar a língua.

Conforme explicou, cada vez que inventariam o património imaterial acabam por inventariar a língua, por isso está previsto o lançamento do “Corsário dos termos de património imaterial”, pensando na forma como o crioulo promove a salvaguarda e serve de veículo a esses patrimónios imateriais.

Sandra Mascarenhas adiantou que até ao final do ano, a língua crioula será associada às festas de São João, assim como já foi associada à morna, e depois será a vez do funaná e do batuco, cujos trabalhos serão iniciados na próxima semana.

O evento, que teve como palco a Biblioteca Nacional de Cabo Verde, na Cidade da Praia, transmitido via plataforma zoom, contou com a participação de personalidades ligadas ao ensino da língua cabo-verdiana, no País e na diáspora (EUA, Portugal, França).

AM/JMV

Inforpress/Fim

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