IPC cria projecto Museu da Emigração para perpetuar e salvaguardar todo o processo histórico da emigração cabo-verdiana

Cidade da Praia, 18 Out (Inforpress) – O Instituto do Património Cultural (IPC) vai esta segunda-feira, 19, apresentar o projecto da criação o Museu da Emigração que visa perpetuar e salvaguardar todo o processo histórico da emigração cabo-verdiana.

A apresentação, que acontece no âmbito das comemorações do mês da cultura, será através de uma “live” na página do Facebook do Instituto do Património Cultural, será feita pela antropóloga e técnica do IPC, Rosângela Miranda.

O Museu da Emigração irá, segundo uma nota do IPC, dar ênfase aos principais países de destino, à integração das comunidades nos países de acolhimento, mas sobretudo apresentado a perpetuação da identidade cultural cabo-verdiana transmitida de geração em geração, a milhas de distância do território cabo-verdiano.

Ainda na mesma nota, o IPC recorda que Cabo Verde foi historicamente, desde da sua génese, um País de emigração, migração interna entre as ilhas, emigração para o estrangeiro.

“Trata-se do fenómeno social mais antigo e continuado na história de Cabo Verde, iniciado desde finais do século XVII, aproximadamente 1842, com a pesca da baleia para os Estados Unidos da América, e em fases seguintes, para o continente africano (Senegal e Gâmbia), outras colónias de Portugal (São Tomé, Angola) e para vários países europeus: Portugal, e outros países da Europa, Holanda, França e mais tarde para a Itália, Luxemburgo e Suíça”, acrescenta.

O IPC cita ainda que, para além do contributo desse fenómeno para o desenvolvimento económico de Cabo Verde, constitui, hoje, num “elemento fundamental” da preservação e valorização da identidade cultural do País, “como enaltece o Programa da presente legislatura”.

“A dimensão cultural da diáspora é uma vertente de particular prioridade. Da música à literatura, da pintura à dança, da gastronomia aos trajes tradicionais envoltos pela língua e pela identidade cabo-verdiana e moldados pela história, existe um activo que se expressa através de primeiras, segundas e terceiras gerações de emigrados”, frisa

GSF/DR

Inforpress/Fim

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