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Investigadores pedem mudança da política linguística cabo-verdiana

Cidade da Praia, 12 Abr (Inforpress) – Um grupo de linguistas, professores de línguas e literaturas e vários outros actores da sociedade pretendem entregar, hoje, ao Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, uma petição que pede mudança da política linguística em Cabo Verde.


Os mais de 200 signatários, constituídos por investigadores linguistas, professores de línguas e literaturas, educadores, escritores, artistas, activistas, estudantes de graduação e outros profissionais têm já em mãos este documento que será entregue, na manhã de hoje, a Jorge Carlos Fonseca.


Trata-se da “primeira iniciativa cívica”, conforme nota de imprensa enviada à Inforpress, com o objectivo de fazer chegar aos órgãos de soberania o apelo deste grupo de promotores, que chama a atenção para a “extrema importância” de uma “resolução satisfatória” da questão linguística em Cabo Verde, enquanto “fenómeno social constitutivo do desenvolvimento humano de um modo geral”.


Conforme a mesma fonte, dada a sua “importância”, esta petição deverá ainda ser entregue aos presidentes de todos os partidos políticos e cabeças-de-lista de todos os círculos eleitorais, de modo a chegar aos candidatos a deputados da Assembleia Nacional.


Através desta petição, pretendem apelar aos candidatos a deputadas e o futuro Governo a considerarem “com urgência” medidas legislativas necessárias à mudança da política linguística para uma “mais justa e mais respeitadora” da ecologia linguística da nação e dos “direitos humanos de natureza linguística”.

Por altura do Dia Mundial da Língua Materna, assinalada a 21 de Fevereiro, o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, na sua mensagem alusiva à data, reiterou a necessidade da realização de estudos, numa perspectiva multidisciplinar, que apontem “caminhos seguros” a serem seguidos, tendo em vista a afirmação da língua materna cabo-verdiana.


Ainda nessa data, o Presidente da República declarou que a língua cabo-verdiana “não está em risco”, mas “enfrenta desafios de outra natureza”, como a problemática da sua relação com a língua portuguesa, que, na sua perspectiva, tem dificultado “o domínio correcto desta, que é língua oficial, e a normativização de diversos aspectos da língua materna”.


Contudo, salientou, como todo o fenómeno social, a língua cabo-verdiana resulta e é parte de “um processo muito complexo” que, ao conformar a identidade de um determinado modo, criou esse idioma como “um dos seus alicerces, pedaço vibrante da alma do povo cabo-verdiano”.

CS/AA

Inforpress/Fim

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