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Investigador Odair Varela defende renovação e integração do IAO numa instituição pública de pesquisa  

Cidade da Praia, 25 Mai (Inforpress) – O investigador e professor universitário Odair Barros Varela defendeu hoje a renovação do Instituto da África Ocidental (IAO) e sua integração numa instituição pública de pesquisa como a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

Odair Barros Varela, que falava à Inforpress no âmbito do Dia da África, que hoje se assinala, disse que o IAO, considerado “instrumento importante” para integração regional, criado formalmente pelo Governo de Cabo Verde conjuntamente com a CEDEAO e a Unesco, está praticamente esvaziado.

“Tem um conselho de administração que há muito tempo o seu mandato já terminou. A própria CEDEAO não tem contribuído muito com recursos para esse Instituto. E como os outros parceiros como a Unesco não estão a contribuir muito para esse instituto caberia, do meu ponto de vista, ao Governo de Cabo Verde proceder a renovação desse Instituto que é muito importante para integração regional”, disse.

Segundo Odair Varela, o IAO é uma organização que se dedica aos estudos académicos e não só, tendo no passado produzido muitos trabalhos sobre a integração regional.

E no momento em que muito se fala de integração regional, entende que Cabo Verde deve também ter uma atitude pró-activa e não ficar parado à espera de dividendos dessa integração regional.

“Uma das soluções, por exemplo, do meu ponto de vista, a ser implementado devia ser atrelando esse instituto a uma outra instituição pública cabo-verdiana, nomeadamente a uma instituição de instituição de pesquisa como é a Uni-CV”, realçou.

Odair Barros Varela, que é director do mestrado de Integração Regional Africana na Uni-CV, uma parceira entre a universidade pública e o IAO, lembrou que no início das suas funções, com patrocínio de instituições estrangeiras, da CEDEAO e da própria Unesco houve “muita produção” ao nível do instituto.

“A equipa do instituto era bastante forte e alargada. Tinha sete ou oito investigadores a trabalhar permanentemente. Neste momento está apenas a directora e um outro funcionário e o acervo que o Instituto produziu precisa ser partilhado, precisa ser estudado. Existem muitas revistas, muitos artigos, que seriam melhor explorados numa biblioteca ou numa universidade”, disse.

Esta atitude, sustentou o professor universitário, permitiria a Cabo Verde contribuir para a integração regional.

O Instituto de África Ocidental (IAO), com sede na Cidade da Praia, foi criado conjuntamente pela Unesco, CEDEAO, UEMOA, Governo de Cabo Verde e do Grupo Ecobank , tendo a formalização acontecido através  da aprovação do decreto-lei 22/2010.

O IAO foi criado para preencher a lacuna entre a política e a análise académica no campo da integração regional, reunindo actores de ambos os lados e pela promoção sustentável baseada no conhecimento da tomada de decisão através da investigação competente.

A principal missão do IAO é promover o conhecimento baseado na investigação e a integração regional na África Ocidental, iniciando diálogos públicos em toda a África Ocidental, preparando uma nova geração de elites na integração regional e envolvendo-se em parcerias estratégicas, dentro e fora da África.

MJB/AA

Inforpress/Fim

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