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Interior de Santiago: Colmeia quer envolvimento do Governo e autarquias nas respostas aos problemas dos deficientes

 

Assomada, 16 Set (Inforpress) –  A Associação de Pais e Amigos de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais (Colmeia) quer envolvimento do poder local e central nas respostas aos problemas das pessoas com deficiências e outras necessidades.

A afirmação é da presidente da Colmeia, Isabel Moniz, que, mesmo fazendo balanço positivo desta primeira fase de auscultação das famílias, que também contou com participação do poder local, no interior de Santiago, culminando hoje no concelho de São Lourenço dos Órgãos, sustenta que a associação “não sai satisfeita” porque “não tem as respostas para as preocupações e necessidades” enumeradas pelas famílias.

No entanto, indicou que vai produzir um documento e levar essas preocupações aos poderes local e central, para ver de que forma, “articulada e acertada”, podem trabalhar para aliviar o sofrimento das famílias, assegurando que este é o objectivo do seu trabalho.

Além de São Lourenço dos Órgãos, Calheta de São Miguel, Santa Cruz e São Domingos são os concelhos do interior de Santiago em que as famílias foram auscultadas.

Aponta consultas de especialidades, principalmente a nível terapêutico, serviços de Educação, Saúde e Protecção Social específicos para os deficientes como “preocupações e dificuldades” que precisam de intervenções “de fundo e profundo” com “respostas articuladas”.

É que, conforme expôs, se na Cidade da Praia essas preocupações “estão ultrapassadas, apesar de algumas lacunas”, no interior esta situação “choca”, por isso, deixou o compromisso de trabalhar para que realmente haja “igualdade e oportunidade” para as pessoas com deficiência.

A propósito, Isabel Moniz lamentou o facto de terem constatado que no interior de Santiago as famílias “fecham” os filhos portadores de deficiência em casa, por causa do problema do “bulling” na comunidade.

Criação ou instalação de serviços de reabilitação para quem nasceu com deficiência e para as pessoas que no decorrer da vida poderão contrair uma deficiência, sistemas de protecção social viradas as respostas e melhoria das leis, são outras questões que precisam de respostas, segundo a mesma fonte.

Sobre a cobrança de consultas e taxas para pessoas com deficiência nas estruturas de saúde, uma preocupação levantada por muitos pais durante os encontros, Isabel Moniz advogou que se exige “uma clarificação” por parte do Ministério da Saúde, para que em todos os postos de Saúde a isenção  seja unânime.

FM/AA

Inforpress/Fim

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