IGPQI insta empresários cabo-verdianos a registar seus activos da propriedade intelectual

Cidade da Praia, 26 Abr (Inforpress) – O Instituto de Gestão da Qualidade e da Propriedade Intelectual apontou hoje, na Praia, que o desafio da instituição é fazer com que os empresários cabo-verdianos registem seus activos para que possam comercializar os seus direitos de propriedade intelectual.

A instituição que destacou a capacidade dos jovens cabo-verdianos em inovar instou-os a continuar a cultivar e preservar a inovação, registando os seus activos da Propriedade Intelectual (PI) para que sejam rentáveis.

O apelo foi feito pelo técnico da direcção de serviço da Propriedade Intelectual, Hailton Alfama, por ocasião do dia Mundial da Propriedade Intelectual, que se comemora esta terça-feira, 26, sob o lema “PI e Juventude: Inovando para um Futuro Melhor”.

“O maior desafio que temos é fazer com que as empresas nacionais, jovens empreendedores registam seus activos, porque não basta criar, inovar, há que proteger os activos da PI, isto é quando lançam um software, ou uma marca, tem de os proteger, fazendo o registo”, destacou.

Conforme explicou este responsável, não se trata de proteger para que ninguém use, mas sim proteger para que possam ser usados, através da comercialização, garantindo o retorno de todo o investimento feito na criação.

Por isso, Hailton Alfama defendeu que há necessidade de aumentar o número dos registos de activos de propriedade intelectual em Cabo Verde e comercializá-los, uma vez que sustentou, só se pode estar capacitado para fazer a comercialização, através de licenciamentos, transferências tecnológicas, com este particular efectuado.

Para fazer face a esse desafio, o Instituto de Gestão da Qualidade e da Propriedade Intelectual (IGPQI), aprovou recentemente a carta de Política Estratégica de Propriedade Intelectual, que está ancorada nas directrizes da Política e Estratégia Nacional da Propriedade Intelectual (PENPI), que estabelece o quadro norteador para intervenção no domínio da Propriedade Intelectual nos próximos 10 anos, alinhado com as principais políticas e estratégias de desenvolvimento do país de médio e longo prazos.

Segundo Hailton Alfama, nesta carta encontra-se as directivas para a massificação da protecção dos direitos em Cabo Verde, para a sensibilização da sociedade civil, sobretudo dos jovens e empresários nacionais para que efectuem o registo, bem com para a inclusão da PI nos currículos universitários e escolares.

Na carta de Política Estratégica de Propriedade Intelectual, salientou o técnico, está igualmente definido a PI como catalisador para o desenvolvimento económico do País.

O director-geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI,) Daren Tang, aquando da sua visita a Cabo Verde anunciou que a organização irá apoiar 200 jovens empreendedores nacionais no uso dos direitos da propriedade intelectual nos seus projectos e negócios.

A celebração do Dia Mundial da PI é uma oportunidade para os jovens descobrirem como os direitos de Propriedade Intelectual podem apoiar seus objetivos, ajudar a transformar e a levar as suas ideias para o mercado, gerar renda, criar empregos e ter um impacto positivo no mundo ao seu redor. Com os direitos de PI, o jovem tem acesso a algumas das principais ferramentas de que precisam para avançar em suas ambições.

TC/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos