INSP forma 70 formadores para o fomento de uma dieta saudável e uma agricultura sustentável

 

Cidade da Praia, 09 Nov (inforpress) – O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) está a formar 70 formadores na Cidade da Praia, para que possam incutir e estimular na comunidade educativa, principalmente nas crianças, a adopção de comportamentos alimentares saudáveis.

Esta acção de formação para o fomento de uma dieta saudável e uma agricultura sustentável, orientada para a saúde dos consumidores, segundo Edna Lopes, membro do conselho administrativo do INSP, acontece no âmbito do projecto PERVEMAC II “Agricultura Sustentável e a Segurança Alimentar na Macaronésia”, implementado na região da Macaronésia (Cabo Verde, Madeira, Açores e Canárias).

Em Cabo Verde, três escolas estão a participar neste projecto-piloto, designadamente a Nova Assembleia (Achada Santo António), Júlia Costa de Achada de São Filipe, e Cambodjana (São Domingos).

“Este projecto visa a promoção de uma dieta saudável baseada no consumo de frutas e hortaliças na comunidade educativa, sobretudo pelas crianças. Queremos promover a modificação do comportamento alimentar nas crianças e estimular a adopção de comportamentos alimentares saudáveis entre as crianças de Cabo Verde”, afirmou.

Nesta formação, participam 70 formandos da comunidade educativa destas escolas-piloto e aos profissionais de saúde, instituições parceiras e organizações comunitárias, que depois vão ter a tarefa de generalizar essa formação para as outras escolas de Santiago.

Uma das formadoras, Rosa Soares, da Direcção Geral de Saúde de Canárias, disse à imprensa que durante esta formação vão transmitir aos professores alguns métodos que podem ensinar às crianças nas salas de aula de como seguir a pirâmide alimentar e os benéficos de um consumo diário de frutas e hortaliças.

Para esta pediatra, ao promover uma alimentação saudável na infância estão a evitar e a prevenir doenças como obesidade, problemas cardiovasculares, câncer, cárie dentária, por isso recomenda uma alimentação saudável e deixar de lado os alimentos com alto teor de sal e de açúcar e gases.

O projecto, que estuda o impacto da presença de pesticidas, micotoxinas e metais pesados nos produtos vegetais e na saúde dos consumidores, de acordo com o gestor da escola Nova Assembleia, Mário Costa, a sua escola evita uso de qualquer produto químico no horto escolar para que possam promover uma alimentação saudável nas crianças.

Informou que neste momento, a escola está na preparação de terrenos para o cultivo de produtos no horto escolar, por isso esperam sair desta formação com mais bagagem para poder saber o quê e como cultivar para a promoção de uma dieta saudável na comunidade educativa.

Em Cabo Verde, o projecto conta com a participação das seguintes instituições, Agência de Regulação e Supervisão dos Produtos Farmacêuticos e Alimentares (ARFA), Direção Geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária (DGASP), Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) e Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP).

AM/ZS

Inforpress/Fim

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