INSP chama a atenção dos cabo-verdianos para influência dos factores determinantes na saúde humana

Cidade da Praia, 27 Nov (Inforpress) – A presidente do Instituto Nacional da Saúde Pública (INSP) chamou, hoje, a atenção dos cabo-verdianos pela influência dos factores determinantes na saúde e lembrou que a construção de uma política integrada constitui um dos grandes desafios da sociedade.

Maria da Luz Lima fez esse apelo durante a apresentação do tema “A saúde como fenómeno multideterminado”, no âmbito do seminário “Promoção da Saúde e os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”, a decorrer na Praia de 26 a 28 de Novembro.

“Uma boa saúde resulta do equilíbrio dinâmico entre o organismo, o ambiente, a alimentação, o exercício físico, as condições de habitação, higiene, meio animal, entre outros. Se houver discrepância com os determinantes, repercute-se inevitavelmente numa crise”, disse, sublinhando, por outro lado, que para uma boa saúde é preciso uma boa harmonia entre os determinantes.

A ideia, sustentou, é relembrar que a saúde é influenciada por vários determinantes que a rodeia e através da exposição a factores de risco físicos, químicos e biológicos e de alterações relacionadas com o comportamento dos indivíduos em resposta aos mesmos factores.

Por isso, realçou, ao se falar da promoção da saúde há que se analisar todos os determinantes que interferem na saúde, visto que a promoção da saúde não é apenas responsabilidade do sector de saúde, mas pressupõe também estilos de vida saudáveis que contribuam para o bem-estar de forma generalizada da população.

“Havendo equilíbrio nos determinantes da saúde, a população terá sempre mais saúde e, consequentemente, melhor qualidade de vida. Para isso, todos os sectores devem trabalhar juntos, visando uma melhor articulação para que possamos contribuir para uma melhor saúde no país”, defendeu.

Neste aspecto, é de opinião que as câmaras municipais devem ter um papel importante no que respeita ao acesso à água e saneamento, por parte das populações, contribuir para uma cidade saudável e uma cidadania para a saúde.

Ainda na óptica de Maria da Luz Lima, a promoção da saúde deve começar nas escolas, com a educação dos alunos para a necessidade de respeitarem o meio ambiente e animal, e para a melhoria do saneamento.

E porque a saúde implica directamente com o desenvolvimento, a especialista em saúde pública lembrou que as boas práticas efectuadas pelo sector, desde a época da independência, influenciaram e muito no indicador da saúde do país.

A saúde apesar de ser um direito fundamental do ser humano, frisou, tem os seus custos financeiros, o que implica que o poder económico das nações esteja directamente relacionado com a saúde das respectivas populações, visto que a pobreza continuará a ser o principal problema a resolver para a protecção da saúde.

Além dos determinantes da saúde, a presidente do INSP falou também do tema “One Health” que está a ser implementado no país e que deve ser articulado com a saúde humana, animal e ambiental para uma melhor saúde da população.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) descreve a saúde como algo que diz respeito ao estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a anterior e limitada visão da ausência de doença ou enfermidade.

PC/ZS

Infropress/Fim

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