Inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho nacional constitui ainda um enorme desafio para Cabo Verde – Colmeia

Cidade da Praia, 01 Nov (Inforpress) – A presidente da Associação Colmeia afirmou quarta-feira que a Inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho nacional constitui ainda um enorme desafio para Cabo Verde, defendendo neste sentido que é preciso haver uma maior articulação institucional.

Isabel Moniz fez estas afirmações em declarações à Inforpress, à margem da 1ª Conferencia Internacional realizada na Cidade da Praia, defendendo a necessidade de implementação de politicas que promovam a formação profissional para pessoas com deficiências.

“Temos que estabelecer parcerias com instituições, nomeadamente com o IEFP e pequenas e grandes empresas nacionais e também um trabalho de formação para as pessoas com deficiências, porque as pessoas têm que ser avaliadas e têm que ter um despiste vocacional para integrarem o mercado de trabalho”, disse.

Segundo esta responsável, a Colmeia está a mobilizar parceiros no sentido de recolher subsídios para, futuramente criar, condições para a concretização desse projecto que, na sua opinião, irá responder às necessidades das pessoas com deficiência e promover a inclusão profissional.

“Precisamos dar essa resposta para essa população, ainda não estão reunidas as condições para efectivar para já este projecto, que vai levar seu tempo. Mas estamos engajados e confiantes que esse sonho será realidade”, asseverou, salientando que o objectivo é criar condições e adaptar cada um de acordo com a sua realidade.

Por seu turno, o presidente do IEFP, Paulo Santos, disse que a instituição está aberta para abraçar este projecto, que considerou como um grande passo para as pessoas com deficiência em Cabo Verde.

“A IEFP tem promovido empregabilidade no país, está disponível para debater esta questão. As camadas mais vulneráveis da nossa sociedade também nos preocupa e é por isso que estamos a estabelecer parcerias com as organizações da sociedade civil para juntos formularmos politicas e dar resposta a essa camada”, afirmou

Entretanto, defendeu que é preciso conceber um projecto bem estruturado, um plano de acção eficaz porque, ajuntou, a questão envolve instituições públicas e privadas.

Realçou, por outro lado, que o IEFP tem desenvolvido politicas de aproximação que promovem o desenvolvimento sustentável e ajudem no combate a pobreza no país, revelando que só em 2018, a formação profissional levada a cabo pela instituição já beneficiou quase 3000 mil jovens a nível nacional.

CM/JMV

Inforpress/Fim

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