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Inquérito revela que 10,9% das mulheres em Cabo Verde foram alvos de violência física desde os 15 anos  

Cidade da Praia, 04 Mar (Inforpress) – Dados do inquérito sobre violência com base no género realizado no III-IDSR revelam que 10,9% das mulheres cabo-verdianas foram alvo de violência física desde os 15 anos pelo namorado ou esposo.

De acordo com o documento do Instituto Nacional de Estatística (INE) a que a Inforpress teve acesso, os dados indicam uma diminuição de 10,6% quando comparado com os dados de 2005 (mesmo indicador em 2005) cujo valor era de 21,5%.

Nas mulheres na faixa etária 40/49 anos, os dados sobre violência com base no género n os últimos 15 anos (2005/2018) mantêm-se em 15,7%, não mostrando melhorias.

Os dados indicam ainda uma diminuição da percentagem de mulheres que sofrem violência física desde os 15 anos em todos os domínios (ilhas) com descidas expressivas na ilha do Fogo, onde o decréscimo foi de 24%, sendo mulheres com pós-secundário como uma taxa de 6,3% e 8,5% com secundário.

As pessoas que cometeram a violências física, de acordo com a mesma fonte, são maioritariamente marido/parceiro actual, atingindo uma taxa de 47,8%, e ex-marido/parceiro 48,8%.

Quanto às percentagens de violência sexual contra mulheres relativamente às religiões, o inquérito indica uma taxa de 30,4% de senhoras da Igreja Universal do Reino de Deus alvos de agressão física, 17,3% de Testemunha de Jeová, 13,4% outras religiões e 12% Racionalismo Cristão.

Nas religiões indicadas, a taxa, neste domínio, é maior que na Igreja Adventista (1,7%), na Católica (5,4%) e no Nazareno (0,5%).

Por seu lado, nos dados relacionados com a religião com base em agressão física, o inquérito mostra existência de “diferenças significativas”, sendo a Adventista com 17,7%, Racionalismo Cristão (20,3%), Universal do Reino de Deus (31,9%), Nazareno (14,4%), Católica (9,9%), outros (22,7%) e sem religião (9,3%).

“O controlo exercido pelos maridos, segundo declaração das esposas, dados indicam que 69,8% dos esposos não aceitam que as suas esposas ou parceiras convivam com as suas amigas, 52,6% dos esposos tem ciúmes e fica chateado quando falam com outros homens e 46,4 quer saber onde ela está ou estava”, lê-se no documento.

Neste domínio, as mulheres do meio urbano sofrem mais violência física desde os 15 anos (12,4%) que as mulheres do meio rural (7,6%).

Quanto às ilhas, os dados indicam uma diminuição da percentagem de mulheres que sofrem violência física desde os 15 anos em todos os domínios, com excepção de São Vicente em que se observa um ligeiro aumento de 0,2%, entre 2005 e 2018.

No Fogo dados desde os 15 anos em 2005 (33,8%) e em 2018 (9,8%) o que indica uma diminuição a volta de 24%; em Santiago Norte em 2005 (15,9%) em 2018 (6,3%) com uma diminuição a volta dos 9,6%; Sal 2005 (24,7%) a 2018 (17,7%) diminuição em 7%; Santo Antão
2005 (17,5%) a 2018(10,8%) diminuição em 6,7%.

Em 2018 foram inclusos no inquérito as ilhas de São Nicolau, Boa Vista, Maio, Santiago Sul
(incluído Praia), no intervalo de valores entre 9,3% e 12,6%.
Os dados sobre Praia Urbano e resto de Santiago não têm correspondência no ISDRIII, mas sugerem uma “diminuição significativa” dado que Santiago Sul, incluindo Praia, tem valores actuais de 11,3% o que poderia indica uma diminuição de cerca de 18%.

A análise do inquérito sobre o tema referente às ilhas indica a existência de uma maior percentagem de mulheres que sofreram violência sexual nas ilhas Brava (8,4%), Sal (8,1%) e Santiago Sul (7%).

Nas ilhas de Santo Antão (5,4%), Fogo (5,3%), São Nicolau (5,3%) e Boa Vista (5,3%) registam-se valores intermédios quando comparamos os domínios.
A percentagem de mulheres que sofreram violência sexual em qualquer momento é menor nas ilhas de São Vicente (4,9%) e Maio (3,8%).

No que corresponde a percentagem de mulheres que sofreram violência sexual nos últimos 12 meses, os dados indicam percentagens inferiores com ligeiras alterações, sendo no Sal a variação entre mulheres que sofreram violência sexual de 2%, na Brava de 4,1%, em Santiago Sul de 3,3%, Santo Antão 3,7% e Boa Vista de 3,6%.

Quanto aos homens, os dados indicam que 9,1% das mulheres exerceram violência física contra o seu cônjuge em qualquer momento, e 6,1% o fez nos últimos 12 meses.

Das mulheres que sofreram violência sexual ou física 39,9% procuraram ajuda para pôr cobro à violência, e 53% não procuraram ajuda e nunca falaram com ninguém sobre o assunto.

As mulheres que sofreram violência sexual ou física, segundo o inquérito, 50% procuraram ajuda na polícia (44,2%), a família (16,9%) e dos amigos.

PC/AA
Inforpress/Fim

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