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INE quer apostar na monitorização de dados administrativos para facilitar o acesso aos mesmos

Cidade da Praia, 03 Abr (Inforpress) – O vice-presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), Celso Soares Ribeiro, defendeu hoje a monitorização de dados administrativos para facilitar o acesso aos mesmos, já que não é possível responder a todas as solicitações apenas com inquéritos e ciência.

Aliás é com este intuito que o INE realiza, em parceria com o Banco Mundial, na Cidade da Praia um workshop para Avaliação da Qualidade dos Registos Administrativos (RA), no âmbito da execução da acção IX “Criar as condições para uma utilização óptima dos dados administrativos para a produção de estatística oficial”.

“Temos consciência que temos muitos dados estatísticos, mas falta aferir sobre a qualidade das mesmas (…) com o apoio do Banco Mundial, estamos a iniciar hoje um workshop, que é mais formação porque vamos apresentar dois softwares que permitem monitorizar a qualidade dos dados administrativos que temos nas diferentes instituições do país”, afirmou Celso Soares Ribeiro em declarações aos jornalistas à entrada para o referido workshop.

Conforme disse aquele responsável, o INE não consegue responder a todas as solicitações apenas com inquéritos e ciência e que é por isso que aquela instituição está a investir para poder dar mais valor aos dados administrativos existentes no país.

“A recolha de dados é sempre associada a elevados custos e o financiamento é cada vez mais escasso para o sistema estatístico nacional (…) todos os pedidos feitos são para ontem. Então tendo os dados administrativos e aferir sobre a sua qualidade, o acesso aos mesmo é rápido”, acrescentou.

Mais à frente, aquela fonte argumentou que, com a monitorização, os objectivos, não só do plano estratégico do desenvolvimento sustentável, estarão assegurados, assim como os diferentes compromissos e objectivos 2030 e 2063.

“Nós sabemos que temos muitos dados administrativos, relativamente à sua qualidade, algumas instituições estão mais avançadas”, prosseguiu Celso Soares Ribeiro, indicando que, por exemplo, hoje o Instituto Nacional de Estatística utiliza com “alguma segurança”, e já há muito tempo, os dados da Direcção Geral da Receita do Estado e também das Alfândegas, bem como dos bancos.

“Podemos considerar que esses dados já têm muita qualidade”, frisou o vice-presidente do INE, completando que quanto às outras instituições, o caminho é utilizar dados administrativos, uma prática que “pressupõe uma aferição sobre a sua qualidade”.

Participam neste workshop todos os órgãos delegados produtores da estatística do país. São exemplos o Banco Central, Ministério da Educação, Ministério da Saúde, Instituto Nacional de Providência Social (INPS) e Ministério da Agricultura.

GSF/ZS

Inforpress/Fim

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