Independência Nacional: Cabo Verde é hoje um país de desenvolvimento médio com imprensa e eleições livres

 

Cidade da Praia, 05 Jul (Inforpress) – O presidente da Assembleia Nacional disse hoje, que após 42 anos de independência, Cabo Verde passou de um país “improvável” para um país de desenvolvimento médio, com imprensa e eleições livres e com instituições funcionais e credíveis.

Jorge Maurício dos Santos, que falava na sessão solene da Assembleia Nacional para a comemoração do 42º aniversário da Independência Nacional, defendeu ainda, que todos os cabo-verdianos devem sentir-se orgulhosos do percurso e das conquistas do país.

“O 5 de Julho é e foi sempre momento de reforço da nossa identidade. Somos uma Nação com vínculos históricos e culturais indestrutíveis e amante dos valores da liberdade e da dignidade da pessoa humana”, afirmou.

E é pois, com este espírito que afirmo que se a hora é de júbilo e de balanço positivo, ela é também, o momento de criticamente olharmos para o futuro e para as nossas insuficiências e projectarmos para o futuro próximo, advogou.

Deste modo, apelou a todos a investirem mais em actividades produtivas para fazer a economia crescer mais, para que se possa gerar mais empregos qualificados, mais rendimentos e contribuir para um maior empoderamento das empresas e das famílias.

Mas, para isso, sublinhou, é preciso equacionar e combater, com urgência, as causas da crescente insegurança, para que se possa garantir a unificação do mercado nacional e a ligação do país com o mundo.

Precisou ainda, que para o desenvolvimento que se almeja para o futuro é preciso, também, um sistema mais eficiente de transportes aéreos e marítimos, para garantir a unificação do mercado nacional e a ligação com o mundo.

O combate à corrupção e ao tráfico de influências, referiu serem combates para os quais o parlamento é sempre chamado para normalizar, fiscalizar e construir consenso, pelo que apelou a todos a chegarem a um acordo para a reforma do sistema político, do Estado, do Parlamento e da Justiça.

Assim, lembrou que já é tempo de se iniciar essa reforma, pois, sublinhou, a Constituição do país está em período de revisão ordinária, o processo eleitoral carece de análise e revisão, assim como a lei de partidos políticos que, dentro de dois anos, completa 20 anos.

Face a estas reformas, recordou que a casa parlamentar vem fazendo tudo para aproximar os eleitos nacionais da sociedade, promovendo o chamado “Open Parliament”, pois sustentou, “o reforço da transparência é o melhor antidoto contra o populismo e a banalização” da função política e pública.

O presidente da Assembleia Nacional aproveitou para reafirmar, uma vez mais, que o 5 de Julho continuará a constituir-se numa fonte de inspiração permanente, para que juntos, todos possam construir um Cabo Verde mais próspero, mais inclusivo, mais livre e com maior equidade.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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