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Independência/45 Anos: Presidente da ACOLP diz que é preciso respeitar a liberdade individual e de cada geração (c/vídeo)

Cidade da Praia, 04 Jul (Inforpress) – O presidente da Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria (ACOLP) defende que é preciso respeitar a liberdade individual e de cada geração e criar condições para que a liberdade possa associar-se a responsabilidade e cidadania.

Para Carlos Reis, que falava à Inforpress a propósito do 45º aniversário da Independência de Cabo Verde, que se assinala a 05 de Julho, a luta de libertação do país é um “marco fundamental” para a história da nação cabo-verdiana, da proclamação da República de Cabo Verde e que está escrito no coração e na vida institucional.

“Foi um dia de muita emoção e continuo a acreditar que a grande maioria da nação cabo-verdiana quis, apesar de um tempo atrás havia um certo receio e medo em relação a possibilidade de podermos ser independente, e, por um lado, o debate acerca da sustentabilidade do novo país independente foi um debate que podia ter acontecido melhor, mas que, de facto, fazia parte das preocupações e que acabou por condicionar as posições de muitos”, sublinhou.

Carlos Reis, que estava no estádio da Várzea no momento da proclamação da independência, considera que muitas coisas boas aconteceram e que correspondem a aquilo que se sonhou para Cabo Verde, tendo sublinhando que 45 anos depois o país tem ainda desafios em vários sectores, sobretudo a nível da habitação, saúde e educação.

Para este ex-combatente, é preciso respeitar a liberdade individual, a liberdade de cada geração de poder contribuir, encontrar respostas para os novos desafios que o país vai enfrentando, mas também é necessário que continuem a criar condições para que a liberdade possa associar-se à responsabilidade, à cidadania, e passar do discurso a assumpção no dia-a-dia.

“Não há democracia efectiva sem o controle do cidadão. Só a componente representativa da democracia não é suficiente para alimentar através de gerações, e podermos estar em condições de aproveitar as oportunidades das novas tecnologias para consolidar a democracia, envolvendo os cidadãos na preparação das decisões”, mencionou.

No seu entender, a nação cabo-verdiana, de uma maneira geral, tem demonstrado que é possível ter um país independente, que ainda não é numa óptica essencialmente económica, sendo que vivemos num mundo em que a independência passou a existir cada vez menos, mesmo nos países muitos avanços, fortes e ricos.

Segundo Carlos Reis, a independência é um processo em que cada geração vai colocando a sua pedra para a sustentabilidade não só do país, mas também na sua ligação dinâmica com as comunidades existentes no exterior e criando condições para que essa comunidade possa contribuir mais e melhor e ser ajudada em qualquer momento, caso for necessário.

“Temos de continuar a ter o bom senso necessário para discutirmos, mas fortalecendo os consensos para podermos ter mais sectores a contribuir para o crescimento económico para além do turismo”, anunciou.

O facto de ainda em Cabo Verde existirem pessoas a viver em barracas nas periféricas da cidade da Praia, São Vicente e na Boa Vista, segundo Carlos Reis, são aspectos “preocupantes e inquietantes”, que nunca pensou presenciar 45 anos depois da independência.

Por outro lado, disse que não está “satisfeito” com o que está a acontecer no sector da saúde, tendo realçado que é preciso pensar numa óptica preventiva, como se está a fazer com a epidemia da covid-19, mas também em relação a possibilidade de qualquer outra epidemia, mas com a inclusão de aqueles que não podem pagar as despesas.

“Nós estamos ainda longe de estar bem, e em muitos aspectos depende de nós próprios. Vamos fazer também essa introspecção necessária para ajudarmos e cumprir o nosso dever de cidadão”, invocou, frisando que é preciso continuar a luta onde as novas gerações têm a responsabilidade de criar o ambiente de envolvimento e de participação.

A 05 de Julho de 1975 foi proclamada a República de Cabo Verde como Nação independente e soberana.

O Estádio da Várzea, na cidade da Praia, foi o local escolhido para o cerimonial da transferência da soberania portuguesa para as novas autoridades do país.

AV/CP

Inforpress/Fim

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