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Independência/45 anos: “O momento actual interpela a nossa capacidade de união para afirmamos como nação” – Carlos Reis (c/vídeo)

Cidade da Praia, 03 Jul (Inforpress) – O presidente da ACOLP considera que o momento actual interpela a capacidade de união dos cabo-verdianos para afirmação do país como nação sendo que as críticas devem ter em conta a fragilidade que ainda persistente na sociedade.

O presidente da Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria (ACOLP), Carlos Reis, fez estas constatações em declarações à Inforpress, a propósito do 45º aniversário da Independência de Cabo Verde, que se celebra a 05 de Julho.

Lamentou que este ano, o aniversário da independência vai ser celebrado de uma forma diferente em relação aos anos anteriores, porque a situação da pandemia da covid-19 agrediu Cabo Verde o resto do mundo de uma forma “tragicamente forte”.

“É um momento que nos interpela para a nossa capacidade de nos unirmos de coesão, de nos afirmamos como nação e de identificarmos muito bem as questões que devem também poder constituir o dissenso próprio da animação dos debates dos partidos políticos que podem ter, quer do ponto de vista na aplicação das medidas, dos programas, e das prioridades que mobilizam recursos no país”, referiu.

“As críticas devem procurar ter em conta a fragilidade que ainda persiste na sociedade cabo-verdiana, que ainda atravessa possivelmente toda a nação, mesmo em relação às comunidades cabo-verdianas residentes no exterior, mas creio que globalmente todos continuam a ter razões de orgulho e acompanhado as preocupações que o mundo também tem”, acrescentou.

No entender do presidente da ACOLP, hoje em dia os discursos políticos entre as ideologias de esquerda e da direita tende-se a aproximar-se muito, em qualquer parte do mundo.

“A diferença fica, primeiro, na forma como se assume o compromisso de um determinado programa de trabalho, na forma como se realiza a possibilidade de se retirar de forma efectiva as pessoas da pobreza”, advogou, questionando: “e será que temos menos pobreza?”.

Carlos Reis para quem, essa essa é uma questão fundamental para a geração da independência, referiu ainda ao facto de Cabo Verde ter conseguido conter os indicadores de pobreza a níveis suportáveis, mas, segundo ele, com a situação da epidemia da covid-19 há razões de apreensão.

O presidente da ACOLP questionou até que ponto o orçamento rectificativo poderá ter em conta não apenas a necessidade de fazer funcionar a economia, mas também de encontrar o equilíbrio certo, ou seja, aquilo que pode servir a maioria da nação cabo-verdiana.

É uma situação que nos assusta e nos alerta para uma nova sociedade caracterizada essencialmente por novas regras, pela necessidade de se defender dessa epidemia que vai impor a todo mundo e a Cabo Verde, observou o combatente da liberdade da pátria.

“Temos que encontrar forças que, na longa história da nação cabo-verdiana nunca faltaram, e fazer das fraquezas força, razão de luta. Eu continuo a acreditar que na nação cabo-verdiana, nas mulheres e nos homens, por mais difícil que sejam os problemas há de conseguir criar condições necessárias para que de mãos dadas com o mundo e países solidários consiga avançar”, acrescentou.

Para Carlos Reis, há quem veja nas epidemias consequências como o aumento da pobreza e do emagrecimento da classe média em todo mundo, factores esses que, no seu entender, são preocupantes porque Cabo Verde precisa, e muito, não só para conseguir ultrapassar essa fase, mas para conseguir a sua sustentabilidade que ainda esta longe de conseguir.

AV/CP

Inforpress/Fim

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