Incêndio na catedral de Notre-Dame (França) foi uma “catástrofe” – diz o Cardeal Dom Arlindo Furtado (c/áudio)

Cidade da Praia, 18 Abr (Inforpress) – O Cardeal Dom Arlindo Furtado disse hoje, na Cidade da Praia, que foi uma “catástrofe” o recente incêndio registado na catedral de Notre-Dame, Paris, uma construção que remonta ao século XII e foi edificada em estilo gótico.

Segundo o bispo da Dioceses de Santiago, um desastre como o que aconteceu no monumento histórico mais visitado da Europa tem a ver não só em termos culturais, como também a nível da “expressão da espiritualidade”.

“Foi uma pena e espero que, como noutras ocasiões e noutras circunstâncias, a comunidade internacional ajude a recuperar esse grande património, que é uma jóia”, desejou o cardeal.

Dom Arlindo Furtado fez essas considerações à Inforpress à margem da Missa Crismal celebrada esta quinta-feira, na Praia, em que os padres fizeram a renovação das suas promessas sacerdotais, assim como a bênção dos óleos, acto esse que antecede o tríduo pascal “que relembra a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo”.

“A Semana Santa é onde se concentra aquilo do essencial que aconteceu para a nossa salvação e nossa redenção, que é paixão, morte e ressurreição de Jesus”, precisou o bispo de Santiago, para quem os católicos “celebram intensamente” esta semana, “acompanhando Jesus, agora, e também na sua caminhada rumo à morte e à ressurreição, numa forma litúrgica e sacramental”.

A Missa Crismal da Quinta-Feira Santa marca o início da maior celebração da Igreja Católica, onde o bispo abençoa os óleos dos enfermos para os doentes e catecúmenos para os baptizandos, e os sacerdotes renovam as promessas sacerdotais de porem a sua vida e as capacidades ao serviço do povo de Deus, de viverem na pobreza, na obediência ao bispo e em comunhão com a igreja, viverem na castidade, consagrar o amor a Deus e colocar as energias ao serviço do povo de Deus.

Devido a problemas de transportes, nem todos os sacerdotes das paróquias da Diocese de Santiago puderam estar presentes.

“À tarde começa o tríduo pascal, com a missa da ceia do Senhor em que celebramos com Jesus e com toda a igreja o momento da instituição da sagrada eucaristia em que Cristo tomou o pão e o vinho e se transformou no seu corpo e sangue e relembramos a paixão, morte e ressurreição”, sublinhou Dom Arlindo Furtado, frisando que haverá celebrações em todas as paróquias.

A celebração da sexta-feira compreende a liturgia da palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística, com celebração do ofício de leituras e de laudes, celebração da paixão do Senhor, onde a palavra de Deus mostra-nos Jesus como vítima, como sacerdote e a sua morte como um acto de mediação universal e causa de salvação e a cruz como símbolo do resgate onde todos devem adora-la.

Segundo Dom Arlindo, a mãe das celebrações acontece com a vigília pascal na noite santa que, no seu entender, é o motivo da fé e de alegria de todos os fiéis porque Cristo venceu a morte.


LC/ZS

Inforpress/Fim

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