Ilha do Sal: Vítimas de depressão desabafam que esse tipo de distúrbio afectivo é terrível

Espargos, 07 Abr (Inforpress) – Algumas pessoas, no Sal, que já passaram por depressão afirmam que esse tipo de distúrbio afectivo é terrível e aconselham os familiares e amigos a afagarem seus doentes para que possam restabelecer-se e conservar a sua saúde mental.

“A depressão é uma coisa terrível cujos afectados necessitam mais do que nunca do apoio de amigos e familiares, também de um médico especialista para ajudar a lidar com o problema e conseguir sair da situação depressiva”.

Estas são reflexões de algumas pessoas que convivem e já passaram por momentos depressivos, em declarações à Inforpress a propósito do Dia Mundial da Saúde, lembrado anualmente a 7 de Abril e este ano sob o lema “Let’s talk” (vamos conversar).

Cada uma com sua história, já que todas as mulheres, entre elas, uma jovem, lamentam, contam e dão sugestões para esse tipo de sofrimento sem revelar seus nomes, com excepção de Ana Silva, que disse não se importar com o estigma associado a ela, porque doença é de “Deus, cujo transtorno não escolhe rosto”, podendo afectar pessoas de qualquer idade e em qualquer fase da vida.

Hoje, dependente de medicamento, mas conforme disse, a levar uma vida normal, sem excessos e exageros, lembra que quando passa por esse distúrbio afectivo, há presença de uma tristeza profunda, baixa auto-estima…chegando até a pensar na morte e suicídio.

Outra senhora que já passou por esta situação conta que no seu caso a depressão vem acompanhada de muita ansiedade, distúrbios do sono e falta de apetite, desespero… chegando a ter até alucinações.

“Eu convivi com uma depressão pós-parto experimentei alterações de humor e crises de choro mas que passavam rapidamente. Não queria saber do meu filho. Dava-me uma vontade súbita e apavorante de prejudicá-lo, magoá-lo e até de… não gosto nem de pensar nisso”, desabafou outra ainda.

Considerando importante o acompanhamento de um profissional da saúde, para tratamento adequado, as entrevistadas que já passaram por essa experiência “desagradável e de tormento”, aconselham que se alguém está a ser afectado por situações emocionais do género, não sofra em silêncio antes busque ajuda para poder saber lidar com o problema no dia-a-dia.

Este ano sob o lema “Vamos conversar”, a iniciativa reforça que existem formas de prevenir a depressão e também de tratá-la, considerando que ela pode levar a graves consequências.

SC/FP

Inforpress/Fim

 

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