Ilha do Sal: Vendedeiras munidas de ferramentas para melhorarem gestão dos seus negócios

Espargos, 30 Nov (Inforpress) – Um grupo de 42 vendedeiras, dos mercados de Santa Maria e Espargos, no Sal, está a partir de agora munido de ferramentas para melhorar a gestão quotidiana e tomada de decisões nos seus negócios.

A capacitação das vendedeiras acontece no âmbito do Projecto Sal 50, de reforço das capacidades de empreendedores com iniciativas informais rumo ao crescimento e formalização dos seus negócios.

A acção, promovida pela Pró-Empresa, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), e a Incubadora IES – Innovation and Enterprise Support, teve uma duração de três semanas, ministrada a um grupo de vendedeiras em Santa Maria e outro em Espargos.

De entre as vendedeiras, na sua maioria da ilha de Santiago, destaca-se um homem, também mulheres da Nigéria, Guiné-Bissau e Gana, neste grupo de mercados informais, residentes no Sal.

O acto de encerramento e entrega dos certificados do projecto que visa contribuir na consolidação e formalização dos negócios informais, teve lugar hoje no Salão Nobre da Câmara Municipal.

No final, as participantes da acção de formação, manifestaram satisfação por esta oportunidade que, conforme algumas delas em declaração à Inforpress, vai ajudar numa melhor gestão e expansão do seu negócio.

“Recebemos informações importantes, com a formalização do meu negócio, por exemplo, poderei ter acesso ao crédito, melhorar a minha actividade, permitindo-me um trabalho digno e viver melhor, porque saberei separar as coisas”, expressou, Maria de Fátima, Dilma e outras colegas.

A representante da OIT em Cabo Verde, Dinastela Curado, manifestou-se igualmente satisfeita com os resultados desta acção integrada, defendendo não só a capacitação, mas apoio às mesmas no sentido da formalização dos seus negócios e inscreverem-se, sobretudo, na segurança social.

“Nós não podemos falar de trabalho digno se, de facto, continuarmos com muita gente na informalidade. Nós pretendemos com esta intervenção, que avaliamos de forma muito positiva, fazer com que elas consigam ir mais além”, sublinhou.

Por seu lado, a administradora da Pró-Empresa, Cláudia Mendes, disse que esta formação “é fundamental”, para as formandas, na medida em que dão-lhes mecanismos e instrumentos para melhor gerir o seu negócio.

“Saber separar o que é finanças pessoais daquilo que é finanças da empresa, fundamentalmente, dar-lhes instrumentos no sentido de perceberem a importância, por exemplo, da formalização. Creio que ficou espelhada a importância da formação, das ferramentas que vão implementar nas suas vidas futuras”, considerou Cláudia Mendes.

Também, a CEO da Incubadora IES, Dilma Vieira, faz balanço positivo desta acção de formação dirigida a esta classe da sociedade, sublinhando que conseguiu-se alcançar os resultados pretendidos, já que saem da formação capacitadas em gerir melhor o seu negócio com melhor educação financeira, cidadania fiscal e contributiva.

“Saem com a consciência do porquê que devem ter os seus negócios formalizados, das suas obrigações, do calendário de entregas que têm que fazer, e nós, enquanto incubadoras vamos dar suporte para que possam formalizar os seus negócios e aceder a financiamentos”, frisou.

Esta é uma primeira fase de capacitação que continua, conforme explicou a mesma fonte, com o processo de incubação, acompanhamento para implementação e evolução dos projectos.

SC/CP

Inforpress/Fim

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