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Ilha do Sal: Vendedeiras indignadas com as condições do “Mercadinho”

 

Espargos, 17 Nov (Inforpress) – As vendedeiras na ilha do Sal manifestam-se indignadas com as condições de trabalho no “Mercadinho” onde foram actualmente colocadas, já que expostas ao Sol, a temperatura “afronta” e deteriora os produtos.

Conforme as vendedeiras, a decisão da Câmara Municipal do Sal em derrubar o antigo mercado de verduras no Fundo de Alvarina, para se fazer obras naquele espaço, foi aplaudido, na certeza, porém, de que se ia erguer um melhor mercado.

“Mas este não é mercado nem coisíssima nenhuma. Com as obras fomos acomodadas na Rua de Toy Pedro, e lá estávamos muito melhor. Mas aqui não serve. Isso é falta de respeito para com as vendedeiras”, desabafam.

Tanto Lúcia, Nha Canda, – a mais velha das vendedeiras -, e outras tantas, que fugindo à situação, vão vender pelo meio das ruas do centro da cidade, desabafam dizendo que o “Mercadinho” não foi solução, mas sim “morte” para as vendedeiras.

“Aqui ninguém vem comprar. Esta alta temperatura por causa do Sol estraga os produtos num ápice. Temos tido só prejuízos. A câmara tem que encontrar melhor solução. Outras não suportaram a situação estão a vender no meio da rua. De facto, aqui ninguém aguenta. Qualquer dia vamos todas. Também temos compromissos”, exterioriza Celina outra rabidante.

A temperatura alta é a principal queixa entre as vendedeiras que ocupam cinco das 14 bancadas, tendo a Inforpress constatado no local, que as ocupantes tapam as áreas com panos e papelões, para driblar o sol ardente que se faz sentir naquele lugar.

“Para mim é péssimo estar aqui. Isto é muito quente, não suportamos este calor. As pessoas não vêm para cá comprar. Aqui não dá”, critica Lúcia, acrescentando que o presidente Júlio Lopes foi lá no local, tendo prometido melhorar as condições, entretanto, ainda “nada foi feito”.

“Estão a gozar com a nossa cara. O sistema adoptado só nos trouxe prejuízos. Todos os dias deitamos vários quilos de produtos fora, principalmente frutas. Porque não cobrir este espaço completamente, para evitar a penetração solar e consequentemente permitir-nos melhores condições de trabalho”, questionou, indignada com a “falta” de caso dos gestores camarários.

E mesmo ao lado uma compradora também sussurrava: “mas que casta de mercado é este”.

Perante a situação, a Inforpress tentou contactar o edil Júlio Lopes, mas sem sucesso.

SC/CP

Inforpress/fim

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