Ilha do Sal: Vendedeiras dizem que este foi “o pior ano” de venda de produtos de Cinzas de todos os tempos (c/áudio)

Espargos, 18 Fev. (Inforpress) – As vendedeiras do Mercado Municipal dos Espargos, no Sal, dizem que este foi o pior ano de venda de produtos da festa de Cinzas, não só devido à pandemia de covid-19, mas também pela concorrência da venda ambulante.

Num rescaldo das festas de Cinzas, marcadas no dia seguinte ao Carnaval, embora no Sal não se tenha essa tradição, muitas famílias, particularmente de gente oriunda da ilha de Santiago, celebram a efeméride com fartura.

No Mercado Municipal dos Espargos, podia-se encontrar de tudo um pouco, desde mel, peixe seco, batata-doce, couve, cebolinha, inhame, mandioca, entre outros produtos hortícolas para a composição do manjar do dia de Cinzas.

Entretanto, as vendedeiras queixaram-se da fraca venda, já que, conforme contaram hoje à Inforpress, desafiadas pelos vendedores ambulantes em carrinhos de mão, e outras viaturas com produtos vindos de São Nicolau, a menor preço, a par também dos minimercados onde se encontram toda a espécie de frescos e verduras.

“Esta foi a pior venda de todos os anos em tempos de Cinzas. Por essa altura do ano, vendo as minhas coisas num abrir e fechar de olhos, mas hoje ainda, como está a ver, tenho peixe, mel… por vender”, desabafou Isa.

Também, segundo Antonina, uma outra vendedeira, este ano “cau sta mau” (nada favorável), por um lado, explicou, por causa da covid-19 que levou muita gente a sair da ilha e para o desemprego.

“Mesmo que pouco a gente vendeu, mas nada que se compara com o ano passado. Agradecer a Deus na mesma, porque ele que é dono do seu mundo”, rematou, apelando, entretanto, maior actuação dos fiscais da câmara face à venda ambulante.

“Fomos tirados da rua e colocadas neste espaço. Na verdade, um bom espaço… mas outros persistem em vender na rua, o que nos prejudica, além da concorrência dos minimercados. Aqui no Sal as pessoas não têm o hábito de fazer compras no mercado… a nossa luta para a sobrevivência é mesmo difícil”, desabafou.

SC/ZS

Inforpress/Fim

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