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Ilha do Sal: Utentes clamam por realização de electrocardiograma e ecocardiograma no hospital público (c/áudio)

Espargos, 14 Out (Inforpress) – Utentes na ilha do Sal queixam-se da não realização de exames de electrocardiograma e ecocardiograma no hospital público, o que os obriga a pagar três mil escudos por cada um desses exames nas clínicas privadas.

Munida de duas requisições médicas, uma de eletrocardiograma ou ECG e outra de ecocardiograma, Eneida Monteiro contou à Inforpress que no mês passado foi à secretaria do hospital Ramiro Figueira fazer a marcação para a realização desses exames, mas a resposta que obteve é que há algum tempo que o hospital não vem realizando esse exame.

A mesma explicação também para os exames de ecocardiograma, devendo as pessoas procurarem as clínicas privadas para o efeito.

Além de Eneida, outra senhora também queixava-se do mesmo problema, não compreendendo, conforme desabafou, como é que um hospital público, um hospital regional, que por sinal deveria ter por base exames básicos e outras valências, não oferece esse tipo de análise.  

“Acho que no Sal as pessoas são muito pacíficas, não exigem nada. Com uma população de mais de 30 mil habitantes, esta ilha que também faz parte do arquipélago, quanto mais não seja turística, o hospital deveria ter esses exames e não afrontar as pessoas que, tendo ou não dinheiro, procuram as clínicas porque a saúde é preciosa”, exteriorizou.

Perante a situação, pedem ao Ministério da Saúde que crie as condições no sentido de também no Sal se ter esses exames “complementares e essenciais”, para dar resposta às demandas da população a esse nível.

“Muitas pessoas no Sal são abrangidas pela segurança social, pagam o seu seguro, entretanto não lhes é dado o mesmo tratamento, comparado com as pessoas, os segurados de outras ilhas como Santiago e São Vicente, por exemplo”, comentaram.

Abordados, alguns médicos consideram, inadmissível que um hospital público não realize exames de electrocardiograma e muito menos não dispor deste aparelho operacional.

“O médico não pode tratar o paciente pelo talvez, de forma empírica… Os exames complementares são importantes e essenciais para um melhor diagnóstico e tratamento do paciente. Concordo que a ilha do Sal, pela sua particularidade, já mereça ter exames básicos complementares para permitir uma melhor qualidade de saúde à sua população, comparticipado pelo serviço nacional de saúde”, comentou um médico que prefere não ser identificado.

Reconheceu que muitos exames, que não se fazia antes, são agora realizados nos laboratórios do hospital, evitando evacuações, embora se tenha de recorrer também a privados.

Confrontado com essas reclamações a directora do hospital Ramiro Figueira, Cláudia Silva, contesta as denúncias, afiançando que o aparelho de electrocardiograma está funcional nas enfermarias, para servir os pacientes internados, e que os exames através de marcação, as pessoas são encaminhadas para a Delegacia de Saúde para o efeito.

“Recentemente, por uma questão organizacional, o electrocardiograma de ambulatório, através de marcação, as pessoas são encaminhadas para a Delegacia de Saúde, pagando a mesma taxa. E as pessoas com critérios de isenção, são isentas de pagamento. Ninguém fica sem fazer as análises por não ter meios”, assegurou a médica.

Quanto ao ecocardiograma Cláudia Silva confessa que o hospital “nunca” realizou esses exames, confiante, porém que no futuro isso seja possível.

“Claro que seria bom. Ecocardiograma é uma análise mais específica, exige outras condições. Não realizamos esses exames no hospital, ainda… quem sabe no futuro”, almejou.     

SC/HF

Inforpress/Fim

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