Ilha do Sal: Trabalhadores da Freitas Catering reclamam salário em atraso e ameaçam entrar em greve

Espargos, 09 Set (Inforpress) – Os trabalhadores da Freitas Catering, na ilha do Sal, reclamam o pagamento de dois meses de salário em atraso, referentes a Julho e Agosto, ameaçando entrar em greve “brevemente”, caso a situação não for resolvida na totalidade.

Essa chamada de atenção foi feita hoje, pela direcção do Sindicato da Indústria, Comércio e Turismo (Sicotur), durante uma conferência de imprensa convocada esta tarde para o efeito.

“A empresa Freitas Catering acumula um atraso de dois meses de salário dos seus trabalhadores, com certas dúvidas quanto ao terceiro mês”, informou o sindicalista Nilton Vaz em representação dos trabalhadores.

Segundo o sindicalista, essa reivindicação faz-se necessária pela agravante de as famílias estarem a passar por “maus bocados”, face a esse incumprimento salarial por parte da empresa Freitas Catering.

“Para terem uma noção, já foram realizadas duas reuniões com a mediação da Direcção-Geral do Trabalho do Sal a respeito dos sucessivos atrasos no pagamento das retribuições dos trabalhadores, onde a empresa “sempre promete a devida regularização, mas infelizmente, não cumpre”, conta Nilton Vaz.

Face a esse alegado incumprimento salarial para com os trabalhadores, o sindicalista avisa que os mesmos pretendem avançar com uma greve nas “próximas horas” caso não se proceder ao pagamento dos dois meses de salário em atraso, caminhando já para o terceiro mês.

“As famílias estão sob pressão, a inflação no preço dos alimentos, o aumento do custo de vida, além das despesas acrescidas com o início do ano lectivo… ou seja, até hoje, os trabalhadores não conseguem reorganizar as suas vidas, dado ao incumprimento no pagamento dos salários”, desaprovou Nilton Vaz.

O Sicotur faz fé, entretanto, que a administração da empresa irá entender a solicitação, cumprir com os seus deveres, e respeitar os direitos de todos os trabalhadores da Freitas Catering”, desejou o sindicalista.

“Já lá vão muitos meses que este sindicato tem apostado fortemente na sua posição de negociação, assente num diálogo aberto e profícuo com a empresa Freitas Catering na tentativa de resolução das infracções laborais mediante acordos satisfatórios para ambas as partes”, confidenciou.

Além desta situação, o sindicalista lembrou ainda que os trabalhadores da Freitas Catering têm também por receber 40 por cento do seu salário, em falta, por altura da pandemia.

“Mas neste momento, o que está em causa são os dois meses de salário em atraso, referentes a Julho e Agosto. A lei exige aos trabalhadores o dever de contribuir de modo efectivo para o aumento da produtividade da empresa, em contrapartida, exige ao empregador o pagamento atempado ao trabalhador das remunerações a que tem direito”, avivou.

SC/CP

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos