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Ilha do Sal: A sustentabilidade de projectos é o principal desafio da Associação Chã de Matias – presidente

 

Espargos, 20 Nov (Inforpress) – A presidente da Associação Chã de Matias, na ilha do Sal, asseverou hoje que a questão do financiamento para sustentabilidade de projectos é o principal desafio deste organismo que acolhe diariamente cem crianças em situação de risco.

Arminda Lopes fez essas declarações à Inforpress no momento em que se assinala mais um Dia Internacional dos Direitos da Criança, celebrado hoje, 20 de Novembro.

Com nova direcção, cujos membros tomaram posse este mês de Novembro, Arminda Lopes disse que os desafios são muitos, destacando, entretanto, a questão de financiamento para desenvolver os projectos que se propõe, os quais exigem, conforme disse, recursos materiais e humanos.

“Trabalhamos através de projectos, que são submetidos a possíveis financiadores. Propomos várias actividades, criamos programas de redução das desigualdades sociais, mas para que sejam materializados há que haver financiamento, visando a sua sustentabilidade”, renovou, apontando que o estabelecimento de um cyber comunitário, projecto elaborado em 2014, é um dos planos que gostaria de ver a andar.

“Em 2015, concorremos a um projecto da ANAC, conseguimos alguns equipamentos informáticos, instalamos a sala com a ajuda também da Associação Africa Avanza, mas a sustentabilidade é o calcanhar de Aquiles, já que pretendemos dar passos mais largos, nomeadamente na vertente formação, beneficiando jovens e adultos da comunidade, entre outras aspirações”, manifestou.

Segundo Arminda Lopes, a intervenção do Centro Comunitário que lida com um orçamento anual a volta dos 13 mil contos podia ser melhor se todas as partes envolvidas auxiliassem mais nesta questão de protecção dos direitos da criança.

A responsável faz saber que 75 por cento deste montante é financiado pela Cooperação Portuguesa, 20 por cento do erário público – mas “infelizmente” nos últimos quatro anos a associação “não tem tido” esse apoio do Governo -, e cinco por cento da Associação Chã de Matias, enquanto entidade executora do projecto.

“Para esse tipo de trabalho, temos que ter pessoas capacitadas, especialistas na matéria para que, de facto, se possa executar as tarefas de melhor forma. Todavia, dentro das nossas possibilidades e recursos colocados à disposição, acreditamos que temos feito a nossa parte e dado o nosso melhor”, explicou, adiantando que o trabalho que a Associação Chã de Matias tem levado a cabo ao longo dos anos em prol das crianças vulneráveis, em situação de risco, tem sido reconhecido.

“Espero que o Governo continue a nos apoiar visando essa tarefa de promoção dos direitos da criança na ilha”, concluiu.

SC/JMV

Inforpress/Fim

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