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Ilha do Sal: Suicídio é tema de uma conferência promovida pela autarquia visando a prevenção e compreensão do fenómeno

Espargos, 19 Set (Inforpress) – A Câmara Municipal do Sal promoveu esta quinta-feira uma conferência sobre o suicídio, visando a prevenção e compreensão do fenómeno, no âmbito do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, assinalado a 10 de Setembro.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), quase um milhão de pessoas morrem por suicídio anualmente, o equivalente a uma morte a cada 40 segundos.

Considerando que  a avaliação para o risco de suicídio é fundamental para salvar vidas, estudar maneiras de prevenção, contribuir para reduzir o número de casos a nível do país, essa conferência juntou no mesmo espaço, quatro conferencistas, psicólogos, clínicos e o delegado da saúde para falarem sobre a problemática, mais concretamente de casos que têm acontecido no Sal e no país.

Patrícia Cabral, coordenadora do Centro Comunitário África 70, segundo a qual, o suicídio é, para a maioria das pessoas, um tema tabu, disse em declarações à Inforpress que esse problema já se tornou numa patologia social.

“Em pleno século XXI já se tornou numa patologia social, precisando de cuidados, cuidados por parte da família, mas também da sociedade”, considerou.

Suicídio é um acto planeado ou impulsivo? Perante a questão, também colocada pela plateia, muitos acreditam ser planeado, enquanto outros entendem tratar-se de um acto impulsivo, espontâneo.

Segundo os entendidos da matéria, suicídio é o acto intencional de matar a si mesmo, cujos factores de risco incluem perturbações mentais e/ou psicológicas como depressão, perturbação bipolar, esquizofrenia ou abuso de drogas, incluindo alcoolismo e abuso de benzodiazepinas.

Complementam que outros suicídios resultam de actos impulsivos devido ao stress e/ou dificuldades económicas, problemas de relacionamento ou bulling, mas que, todavia, as pessoas com antecedentes de tentativas de suicídio estão em maior risco de vir a realizar novas tentativas.

Explicam que as medidas de prevenção do suicídio passam pela restrição do acesso a métodos de suicídio, como armas de fogo, armas brancas, drogas ou venenos, pelo tratamento de perturbações mentais e da toxicodependência.

“As pessoas não querem aceitar, falar sobre a problemática, no entanto está a acontecer em Cabo Verde, e ultimamente tem-se registado muitos casos”, concluiu a psicóloga Patrícia Cabral.

SC/JMV

Inforpress/Fim

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