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Ilha do Sal: Situação de insegurança na ilha domina sessão descentralizada da Assembleia Municipal realizada na Palmeira

Espargos, 26 Abr. (Inforpress) – Os eleitos municipais, na ilha do Sal, manifestaram-se hoje preocupados com o cenário da insegurança na ilha, que vem “ganhando” contornos com “alguma gravidade”, pelo que exigem do Governo medidas para garantir a tranquilidade e protecção da população.

Esta inquietação foi manifestada hoje, durante a VIII Sessão Ordinária da Assembleia Municipal do Sal que vai decorrer durante dois dias na Casa de Pescadores na Palmeira, no âmbito da descentralização dos trabalhos deste órgão deliberativo.

João Rocha, deputado da bancada do Movimento para a Democracia (MpD – situação) afirmou que a situação de segurança tem vindo a dar sinais de “alguma fragilidade”, embora tenha mencionando a implementação de algumas medidas já tomadas pelo Governo no sentido de inverter a situação.

Apontou, entretanto, pela necessidade de aumento de efectivos policiais na ilha, reforço de meios materiais nas esquadras e de patrulha e controlo de entrada de passageiros no Porto da Palmeira, entre outros auxílios.

“A situação de insegurança vem ganhando contornos de alguma gravidade, traduzida em roubos e assaltos nas vias públicas e nas praias a qualquer hora do dia e da noite, violência contra cidadãos residentes, assaltos a turistas em excursões pelos diversos pontos da ilha (…)”, observou, anotando que a percepção “geral” dos salenses é que a insegurança tem vindo a aumentar “consideravelmente”.
Por sua vez, a líder da bancada do PAICV (oposição), Kátia Carvalho, seguindo pelo mesmo diapasão, refere que ficar em silêncio, “negar” a realidade ou “a ineficiência” do sistema no combate à insegurança é “compactuar” com a criminalidade.

“Apesar do cenário preocupante que se vive, é necessário unir vozes, mobilizar e protestar para chamarmos atenção para a insegurança, pois o Governo, que deve garantir e promover a segurança, teima em fingir que tudo está bem, que já mobilizou os recursos, que está a elaborar planos, que a justiça funciona inibindo a prática de crimes”, analisou.

“Mas a verdade, a realidade do país sem marketing, sem mordaça e sem demagogia, são relatos crescentes e assustadores de assaltos a pessoas e a residências, a estabelecimentos comerciais e a turistas, desaparecimento de pessoas, crimes de natureza sexual contra menores e até decapitação”, apontou, apelando a uma “urgente” intervenção do Governo com vista a combater a situação que, conforme disse, poderá ser “desastrosa e com impactos irreversíveis a médio prazo.

Também, o único deputado da UCID, Luís Delgado, manifestando a mesma preocupação, lembrando que um dos desafios proposto pela edilidade era a questão do saneamento e segurança na ilha, disse que quanto à limpeza “está a ser conseguida”, mas já em termos de segurança “está bem longe”.

“Não obstante a câmara ter contribuído bastante por forma a garantir a segurança na ilha, o Governo ter aumentado o número de efectivos, facto é que a insegurança na ilha tem aumentado consideravelmente. Portanto, algo não funciona bem. E tudo leva a crer que a situação vai agravar-se, não só no Sal, mas em todo o Cabo Verde, colocando em causa a economia e sustentabilidade do país. Algo tem que ser feito”, acautelou Luís Delgado.

SC/JMV

Inforpress/Fim

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