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Ilha do Sal: RNCEPT-CV quer maior envolvimento dos actores socioeducativos na vida diária dos filhos/crianças

Espargos, 07 Dez (Inforpress) – A Rede Nacional de Campanha de Educação para Todos de Cabo Verde (RNCEPT-CV) promoveu no Sal, um workshop sobre “Trabalho Infantil e o Abandono Escolar: A situação dos filhos dos imigrantes”, visando maior envolvimento dos diferentes actores socioeducativos na vida dos filhos/crianças.

Destinado a dirigentes, instituições, entidades governamentais, profissionais educativos, ONG, pais e encarregados de educação, associações comunitárias, entre outros, o evento que teve como propósito sensibilizar os diferentes actores a envolver-se mais na vida diária das crianças, para que tenham maior interação com as escolas, decorreu durante a manhã de hoje num dos hotéis da cidade turística.

Marciano Monteiro, presidente da RNCEPT-CV, explicou que este workshop vem na sequência de um trabalho de terreno que a Rede tem vindo a desenvolver, onde pode constatar um “grande” problema nas comunidades visitadas, que se prende, especialmente, com o trabalho infantil e consequentemente o abandono escolar.

“A Rede encomendou um estudo para conhecer melhor estes dois flagelos, e entendemos que a realização deste workshop junto das entidades e outros parceiros, poderemos conseguir atingir algum objectivo, permitindo minimizar lá onde for possível o trabalho infantil e o abandono escolar”, analisou.

Sem conhecer ainda o resultado do estudo, que está ainda para ser divulgado, Marciano Monteiro acredita que irá trazer alguma luz sobre o número de crianças que estão fora do sistema, da escola, e a prestar trabalho infantil.

“Esperamos que as entidades, todos, juntemo-nos no sentido de dar combate a este grande flagelo que é o trabalho infantil para que de facto, possamos ter todas as crianças na escola. O lugar da criança é na escola, que deve ter também o seu momento de lazer”, ponderou.

Já, para José Maria Semedo, autor do estudo, e um dos oradores do evento, o cenário do trabalho infantil deve ser ultrapassado em Cabo Verde, já que, conforme disse, o país atingiu um certo patamar de desenvolvimento, em que já há condições que poderiam permitir a erradicação do flagelo no arquipélago.

“Infelizmente, temos um elevado índice de pobreza, sobretudo em certas franjas da população, tanto no mundo rural como no meio urbano, em famílias geridas por mulheres, em que o rendimento não permite sustentar adequadamente toda a família, de modo que muitas vezes as crianças são levadas a fazer o trabalho em casa”, observou.

“Infância, trabalho e escola”, “Estratégias inovadoras para combater o abandono escolar: Desafios para ensinar na era digital”, “A problemática do trabalho infantil e políticas públicas de erradicação”, foram alguns temas abordados no encontro.

Além destes temas, foi também apresentado o estudo preliminar sobre “A alfabetização de adultos em Cabo Verde com ênfase na educação das raparigas emigrantes”.

SC/CP

Inforpress/Fim

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