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Ilha do Sal: Proprietários de empresas de extracção de sal descontentes com Grupo Oásis

Espargos, 04 Set (Inforpress) – Proprietários de empresas de extracção de sal, nas Salinas de Santa Maria, no Sal, dizem-se descontentes com o comportamento do Grupo Oásis que os impede de extrair sal nessa área, alegando serem legítimos donos do referido património.

Segundo Adilson Almada, são três empresas, Sal Almada, Sal Criolo e Firma Rocha Semedo que desde 2003, 2012 e 2013, respectivamente, exploram oficialmente as salinas de Santa Maria, porém, vem o Grupo Oásis reivindicar a posse da área, informando que a partir de agora vai ser ostentada uma placa anunciando tratar-se de uma área privada, de modo a não ser invadida.

“Em jeito de intimidação fizeram um contrato obrigando as pessoas que há mais de 20 anos extraem sal nesse sítio, a assiná-lo. Mas a maior parte resistiu, duvidando da legitimidade da propriedade, já que não há nenhuma matriz a confirmar essa pertença”, exteriorizou.

Tratando-se de um património do Estado, Adilson Almada disse em declarações à Inforpress que foram entregues às autoridades competentes documentos solicitados, visando a implementação de um projecto para “conveniente” exploração das salinas, cujo aval continua-se a aguardar.

“Este processo está em andamento e tudo indica estar na sua fase final. Só que no fim deste processo, de repente, o Grupo Oásis aparece alegando legítimos donos da área (…) isto depois de mais 15 anos. Se bem analisarmos, tudo isto é muito estranho”, desabafou Almada, que desde 2012, conforme disse, explora a extracção de Sal nas Salinas de Santa Maria.

“Mas há pessoas que começaram essa extracção muito antes disso. Durante esse tempo todo ninguém reivindicou, e só agora aparece o Grupo Oásis com algum interesse”, reiterou, apontando que se trata de uma “área protegida e interdita à construção habitacional”.

“Contactamos a comunicação social apenas para fazer saber junto dos governantes, dos dirigentes deste país, o que está a acontecer, porque ao que parece muitas coisas são camufladas e não chegam ao seu conhecimento”, desabafou, indicando que a sua empresa “Sal Criolo” tem um investimento feito a volta de dez mil contos e perto de seis mil contos em IVA.

“Somos uma empresa que também está a contribuir para o desenvolvimento do país. Perante a contenda, gostaríamos que o Governo tomasse conhecimento da situação. Estamos descontentes com essa situação. Pensamos que isso não podia nem devia estar a acontecer”, ponderou.

Contactado, um dos representantes do Oásis, informou, simplesmente, que o grupo comprou todo património da antiga companhia “Fomento”, escusando-se a prestar outras declarações.

SC

Inforpress/Fim

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