Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Ilha do Sal: O “nosso” programa habitacional é inovador e complexo mas há que trabalhar com rapidez – edil

 

Espargos, 18 Jan. (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal do Sal asseverou esta quarta-feira que o programa municipal de habitação é “inovador, vasto e complexo” mas sublinhou a necessidade de se trabalhar com rapidez, visando aumentar a qualidade de vida das pessoas, na ilha.

Júlio Lopes fez essas declarações no acto da apresentação pública deste instrumento, que teve lugar no final da tarde de quarta-feira, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Elaborado com base nos dados estatísticos e evolução da ilha no contexto habitacional e demográfico, considera-se que a política municipal de habitação, com destaque para a parte de interesse social, “espelha” o crescimento e desenvolvimento da ilha do Sal, “alcançando” o objectivo da construção ou aquisição de habitação própria, aliás, um direito consagrado na Constituição da República.

O autarca, segundo o qual a ilha tem dois problemas, sendo de deficit habitacional actual, casas com baixo standing de qualidade e, por outro lado, um problema futuro, que é o de habitação para toda demanda que vai ocorrer nos próximos tempos, há que “andar depressa porque andar devagar significa andar para trás”.

“Hoje, temos 35 mil habitantes, em 2030 teremos 50 mil. Por isso, apresentamos este programa de habitação para poder resolver os problemas actuais e futuros, abarcando diversos segmentos… não só de compra, mas também para que pessoas com menos rendimentos possam obter terrenos pela via de direito de superfície e construir as suas habitações”, frisou.

Uma vez que as projecções do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) apontam para um “boom” demográfico, que até 2030 a ilha deverá ter cerca de 50 mil habitantes, prognostica-se, nesta medida, que Sal precisará construir quatro mil novas casas para mais 15 mil pessoas, já que neste momento conta com cerca de 35 mil habitantes.

“Por conseguinte, trata-se de um programa complexo que exige também medidas para evitar os riscos que possam ocorrer”, acautelou, apontando, que tendo isso em linha de conta, a edilidade vai criar uma nova centralidade urbana, com a construção de moradias na zona de Fátima, em Santa Maria, fazer a expansão em toda a cintura de Espargos, ter terrenos na Palmeira, Pedra de Lume e em Santa Maria, para de uma “forma organizada”, se corresponder a toda essa demanda de habitação nos próximos anos.

Abordado sobre a questão financeira a que esse desiderato implica, Júlio Lopes avança que só para o programa de eliminação dos bairros degradados, a verba ronda a volta dos 871 mil contos, advenientes do fundo do turismo, sem contar com outros financiamentos e necessidade de verbas para a infra-estruturação de outras zonas.

“Estamos a falar de um programa ambicioso do ponto de vista financeiro que vai ser desenvolvido nos próximos anos. Estou a falar da demanda futura, mas ainda temos os problemas actuais, como por exemplo, 20 quilómetros de ruas no Sal que não estão nem calcetadas, são de terra batida (…)”, elucidou.

O autarca conclui, dizendo, que se este programa for implementado com a rapidez que se pretende, Sal vai dar um grande salto, aumentando, assim, a qualidade de vida das pessoas.

SC/JMV

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos