Ilha do Sal: Professores da Escola da Palmeira regressam à casa depois de estágio de dez dias em Almada – Portugal

Espargos, 05 Abr (Inforpress) – Os professores da Escola da Palmeira, no Sal, já se encontram de regresso à casa, depois de terem cumprido com sucesso um intercâmbio de 10 dias para estágio em conhecimento do sistema educativo na Escola de Alfazina em Almada, Portugal.

A delegação composta por doze professores do pólo educativo da Palmeira, manifestou satisfação por ter participado neste primeiro intercâmbio com docentes da Escola Básica Miradouro de Alfazina, visando o êxito escolar de alunos cabo-verdianos em terras lusas.

Estregilda Oliveira, gestora do pólo educativo Zeca Ramos, na Palmeira, que liderou a comitiva, disse em declarações à Inforpress, que valeu a pena terem realizado esta viajem, já que permitiu competências, enriquecimento de conhecimentos e entendimento mais sólido da realidade socioeconómica dos descendentes de origem cabo-verdiana naquele país europeu.

“Foi uma experiência excelente, que nos permitiu trazer algo novo e interessante para vir aplicar nas nossas escolas. Há muitos problemas em comuns, nomeadamente alunos também com dificuldades de aprendizagem, só que lá têm vantagem porque conseguem trabalhar esses alunos de forma diferenciada, têm recursos humanos e espaços apropriados (…), o que nós não temos”, observou.

A responsável aponta que o denominado projecto “Turma mais” – onde se cria mais uma turma para os atendimentos especiais de aprendizagem -, é um exemplo que trouxeram na bagagem com vista a tentar implementá-lo também nas escolas do Sal.

“Embora que difícil, vamos tentar criar condições para, na prática, trabalhar com ‘Turma mais’, com o projecto escrita criativa, que estimula os alunos à escrita e leitura. Mas têm vários outros projectos interessantes que vamos partilhar não só com os restantes professores da Palmeira, mas também com outras escolas da ilha e quiçá do país, por forma a melhorarmos o nosso ensino”, almejou.

Estregilda Oliveira conta, para finalizar, que o momento mais marcante deste intercâmbio com os professores de Almada, para além da troca de experiência, o convívio… foi a saudade na hora de despedida.

“Foi um bom tempo. Gostamos imensamente. Professores todos eles simpáticos. Pessoas que nunca tínhamos visto antes, mas em poucos dias ficou a saudade expressada por lágrimas. Não é só Cabo Verde que tem morabeza, eles também têm. Sentimos como se estivéssemos em casa”, concluiu, realçando, por outro lado, que a comunidade cabo-verdiana em Almada, é muito unida.

Este intercâmbio promovido pelo Gabinete de Apoio à Inclusão Social de Cabo-verdianos acontece no âmbito da geminação entre a Câmara Municipal do Sal e a de Almada.

A segunda edição ficou já combinada, devendo ser realizada desta feita em Cabo Verde, numa data ainda a indicar.

SC/FP

Inforpress/Fim

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