Ilha do Sal: Primeiro-ministro garante que Governo está a acompanhar caso da piroga que deu à costa

Cidade da Praia, 19 Nov (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, garantiu hoje que o Governo está a acompanhar e a tomar medidas no caso da piroga que deu à costa, na ilha do Sal, este domingo, com 66 indivíduos a bordo.

“Acompanhamos e tomamos as medidas. Não tememos que haja, de facto, situações fora do controle. Aconteceu assim, como acontece um bocado por várias partes do mundo”, disse Ulisses Correia e Silva aos jornalistas à margem da cerimónia de apresentação pública da instalação da embaixada de Cabo Verde na Guiné-Bissau, realizada no Palácio do Governo.

O primeiro-ministro afirmou que o Governo tem tomado as medidas que devem ser tomadas relativamente a estes casos.

“Não posso dizer em termos de pormenores, mas o primeiro é fazer a sua integração em termos de acolhimento e depois tomar as decisões que se impõem”, disse.

Dos 66 migrantes da embarcação, todos do sexo masculino, oriundos do Senegal, um faleceu no dia seguinte à tarde, dado ao seu estado debilitado, outros três encontram-se hospitalizados, dos quais dois deram entrada hoje no Hospital Ramiro Figueira, acusando alguma infecção.

Agora alojados no Estádio Djidjuca, onde têm melhores condições, perante segurança policial, estes aventureiros, dos quais três menores, vão passando por um processo de rastreio visando a sua identificação e origem.

A assistência humanitária aos migrantes, desde cuidados médicos, alimentação, vestuário e outras protecções, tem sido garantida pela Cruz Vermelha e outras ONG locais.

Segundo o comandante regional da Policia Nacional, Orlando Évora, estão todos bem, a receber a devida atenção e o atendimento das autoridades e forças vivas locais, já que é uma situação de índole humanitária.

Calcula-se que se trata de mais uma aventura frustrada de cidadãos da costa ocidental africana para tentarem chegar à Europa.

Neste caso concreto, o referido grupo, que tinha a Espanha por destino, terá partido de Mbour (Senegal), mas veio parar ao Sal devido a uma avaria no motor da embarcação e ao facto de a correnteza a ter desviado da sua rota, segundo informações das autoridades locais.

Tendo em conta o contexto de pandemia, todos os ocupantes da embarcação foram submetidos a testes rápidos da covid-19.

GSF/HF

Inforpress/Fim

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