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Ilha do Sal: PN avança com operação stop aplicando coimas em “plena crise” provocada pela covid-19

Espargos, 13 Abr (Inforpress) – A Polícia Nacional (PN) no Sal levou hoje a cabo uma operação stop, aplicando coimas aos “faltosos” em plena crise provocada pela covid-19, no momento em que o Governo procura mitigar os efeitos dessa pandemia com medidas excepcionais.

A operação stop, realizada no período da manhã, provocou um engarrafamento durante mais de duas horas, uma fila de viaturas, destacando-se táxis, e carrinhas de aluguer, entre condutores amadores, na zona do Morro Curral, onde fica localizado o Comando da Policia Nacional da Segunda Região.

Inicialmente, julgava-se que se tratava de uma vigilância policial “apertada”, no âmbito das orientações do Estado de Emergência, para ver que viaturas estavam de facto autorizadas a circular nas artérias da cidade dos Espargos.

A Inforpress, que também esteve na fila por largas horas, teve o cuidado de perguntar o propósito desta acção policial, tendo um dos agentes informado que se tratava de uma operação stop.

Na abordagem, o policial solicitava os condutores a apresentação do livrete da viatura, comprovativo do pagamento do seguro automóvel e de inspecção técnica ITAC, além do Bilhete de Identidade, uma acção considerada, por muitos, despropositada, tendo em conta a actual conjuntura em que vive no país.

E, aos condutores que não tinham a documentação em ordem, nomeadamente, licenças, pagamento do seguro automóvel, fez-se a apreensão da viatura, devendo resgatá-la mediante pagamento de coima que vai entre 5 a 30 mil escudos.

Não estando, entretanto contra a acção policial, alguns condutores em conversa com a Inforpress desabafaram dizendo que essa não é altura de se fazer operação stop, obrigando as pessoas, em tempo de crise com quebra no rendimento, a pagarem multas.

“Essa não é altura de se fazer operação stop. Isso vai contra as medidas que o Governo quer e está a tomar para driblar esta crise que assola o mundo e Cabo Verde não foge à regra, de modo a proteger as populações e comunidades”, desabafa um dos condutores que se encontrava na enorme fila, manifestando indignação.

“Toda a gente sabe e está a sentir como é que o estado de emergência, no entanto, necessário, está a ter uma repercussão negativa na economia e no bolso das pessoas… e vem a polícia aplicar coimas, nesta altura, por falta de pagamento de um período, por exemplo, de seguro automóvel”, questiona outro, observando que o dinheiro que se vai pagar em coimas à polícia fará muita falta às mesas de famílias, se se alargar o confinamento.

SC/JMV

Inforpress/Fim

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