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Ilha do Sal: Pequenos e microempresários vêem-se em “maior apuro” no período pós-moratória

Espargos, 29 Abr. (Inforpress) – Pequenos e micro-empresários na ilha do Sal adivinham momentos de “maior apuro e asfixia” no período pós-moratória, relativamente ao pagamento do valor das dívidas, às bancas, as quais conheceram um “elevado aumento”.

São várias as empresas na ilha do Sal que atenderam ao apelo do Governo no sentido de aderirem à moratória como forma de assegurar o rendimento, e evitar “grandes preocupações” relativamente às responsabilidades bancárias, neste tempo de pandemia, provocada pela covid-19.

Em conversa com a Inforpress, a propósito, algumas pessoas ligadas ao negócio, pequenos e médios empresários, entendem que a moratória foi de facto uma “medida suavizante” já que perderam rendimentos, e não estariam em condições de honrar os compromissos bancários, sem contar outras obrigações.

Mas, segundo os mesmos, na verdade a adesão à moratória “não resolve” o problema estrutural, antes pelo contrário “agrava, ainda mais”, esperançados, todavia, que até o fim do programa, o Governo venha a apresentar mais soluções para salvar as empresas, e impedir que fechem as suas portas, mandando gente para o desemprego e colocando famílias em apuros.

César Silva, proprietário de táxi no qual trabalha, aborda a questão com preocupação, temendo até o termo da medida não ter dinheiro suficiente para honrar os compromissos bancários que, conforme assegurou, elevaram-se consideravelmente já que os juros foram convertidos em dívida.

“Claro que foi uma boa medida. Mas, é preso por ter cão e preso por não ter. Pois, aderir à moratória permitiu as pessoas, os empresários… ficar, por um período de tempo, livres de preocupações relativamente ao pagamento das amortizações bancárias, mas caso contrário, com a quebra nos negócios, também não seria possível poder pagar, o que faria as pessoas caírem em incumprimento. É complicado”, exteriorizou.

Outro taxista reforça dizendo que a situação “esta feia”, referindo que dias há em que nem chega a facturar 500 escudos.

Considerando, também, que a intenção do Governo “foi boa, uma medida excelente”, Francisco Almeida, sócio-gerente de um snack-bar, da praça, queixa-se da quebra de rendimento em cerca de 30 por cento (%).

“Ninguém conseguiria pagar o banco nessa presente conjuntura, que já se estende há pouco mais que um ano, tendo em conta a quebra nos rendimentos. Mas o valor que se virá a pagar depois do fim da moratória, assusta, colocando as pessoas e famílias em apuros”, conta, com ar visivelmente preocupado.

“Se a memória não me falha, o período de moratória termina em Setembro… A verdade é que, há grande quebra no negócio, o que cria sérias dificuldades, na assumpção das responsabilidades, particularmente as prestações bancárias, electricidade e água, entre outros fornecedores e compromissos”, desabafou o pequeno empresário, ciente de que os compromissos são para honrar.

Um outro empresário, na área de restauração, que não quis, entretanto que seu nome fosse identificado, fazendo um mau prognóstico de dias vindouros, diz que não é “não querer pagar, mas não poder”.

“O Sal vive de turismo… mas onde está turistas! Não há dinheiro. Está sendo extremamente difícil para nós que trabalhamos nessa área. Acredito que o Governo, os bancos vão criar soluções para o pagamento das dívidas sem pressões, às empresas que aderiram à moratória. Há que pagar as dívidas, mas não vai ser fácil”, calculou.

Perante o cenário, o presidente da Câmara do Turismo Gualberto do Rosário, defendeu, numa entrevista à Inforpress, um plano de resgate financeiro para as empresas que aderiram à moratória, considerando, por outro lado, que sem empresas “minimamente saudáveis”, do ponto de vista económico-financeiro, a retoma não será possível.

SC/JMV
Inforpress/Fim

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