“Ilha do Sal passa por um excelente momento” – presidente Assembleia Municipal

 

Espargos, 13 Jan (Inforpress) – O presidente da Assembleia Municipal do Sal afirmou hoje que a ilha atravessa um “excelente momento”, com uma “economia pujante” assente no turismo e nos transportes aéreos, que a irão catapultar a patamares de crescimento “nunca vistos”.

Carlos Santos fez essas declarações na manhã de hoje na cerimónia solene de celebração do Dia da Liberdade e da Democracia, assinalado hoje, e que marca o 27º aniversário das primeiras eleições livres e democráticas realizadas no país.

“Ao comemorarmos estas efemérides, nunca é demais lembrarmos esse nosso trajecto enquanto povo que muito sofreu nos anos idos, pois ajuda-nos a compreender o presente e planificar o futuro”, sublinhou.

Assim, reflectindo sobre o futuro, mais propriamente da ilha do Sal, ajuntou, onde o turismo e os transportes aéreos, com a implementação do anunciado hub aéreo, os dois sectores económicos que irão catapultar a ilha para “outros patamares de crescimento e desenvolvimento”, Carlos Santos acautela, entretanto, para os desafios que “urge encarar”, designadamente ambiental, a nível de segurança de pessoas e bens e da celeridade da justiça.

“Três desafios, três ameaças que nos acompanham nessa jornada de desenvolvimento e que devemos encarar com redobrada atenção, estando todos comprometidos com o desenvolvimento da ilha e de Cabo Verde, tendo em conta o peso que os sectores do turismo e dos transportes vão tendo na economia”, reiterou.

Ao fazer essa leitura, Carlos Santos lança o repto no sentido de, em conjunto, isto é, o poder político, as confissões religiosas, as ONG e grupos de cidadãos auto mobilizados, unir forças para “esta empreitada”, sob pena de se fragilizar as conquistas sociais trazidas com a Independência Nacional e com a Constituição de 1992.

Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, discorrendo sobre o percurso da história da ilha e do país, em que, observou, vários factos “importantes” vêm ditando o destino de Cabo Verde, desde a Independência, em 1975, e a Democracia e Liberdade, em 1991, pondera que celebrar o 13 de Janeiro não é apenas evocar as figuras, as pessoas ou o facto, antes, “reforçar a tolerância.

“Algo que em Cabo Verde precisamos reforçar (…) o que é muito importante para a liberdade.  Todos temos que trabalhar mais para incrementar os níveis de tolerância na nossa terra. Depois da vida, a liberdade é o maior valor do ser humano que infelizmente por este mundo fora ainda é um bem muito, muito escasso. Felizmente que o povo de Cabo Verde lutou e hoje desfrutamos da liberdade”, reiterou.

Referindo-se, ainda, sobre o sentido da liberdade, o autarca salientou que significa faculdade das pessoas, individual ou colectivamente expressarem as suas opiniões, isso “só conseguido” em Cabo Verde em 1991, e a democracia, sistema que possibilita os povos escolherem de forma livre e num quadro concorrencial dos seus governantes, também “só aconteceu” no país em 1991.

“Como a liberdade é um grande bem e a democracia uma grande conquista, o povo de Cabo Verde é o grande homenageado no dia de hoje, por isso, bem-haja a democracia e a liberdade”, finalizou, com viva à liberdade.

SC/AA

Inforpress/Fim

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