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Ilha do Sal: Pais e encarregados de educação apelam aos professores a serem docentes “profundos e não superficiais”

Espargos, 05 Out. (Inforpress) – Pais e encarregados de educação, na ilha do Sal, apelam os professores a serem uma referência, docentes “profundos e não superficiais”, uma vez que a sociedade precisa de indivíduos cada vez mais qualificados.

Abordados pela Inforpress, no âmbito do Dia Mundial do Professor, assinalado hoje, 5 de Outubro, pais e encarregados de educação felicitam os professores e professoras, à escala mundial, neste dia que homenageia todos os que contribuem para o ensino e para a educação da sociedade.

Luís Monteiro, que disse ter acompanhado várias gerações de professores, desde o tempo colonial, já que nasceu nos anos 60, aponta com satisfação a evolução da classe docente, particularmente na área da formação.

“Quer dizer que o próprio Governo, através do Ministério da Educação, faz uma aposta muito forte na requalificação da classe. Mas perguntamos se esta requalificação se tem revertido, positivamente, também nos nossos filhos, enquanto alunos”, questionou.

Em tom de preocupação, Luís Monteiro, que tem um filho no último ano do liceu, diz que na sua percepção houve uma “evolução pela negativa”, uma vez que, conforme esclareceu, antigamente os alunos terminavam a antiga 4ª classe a saber escrever, a ler e com entendimento da Matemática, Aritmética, e outras disciplinas com alguma profundidade.

“Mas hoje, com todos os meios disponíveis, com a massificação do ensino e conhecimento dentro de casa, tenho talvez uma falsa percepção, que os alunos não se evoluem tanto, ao nível desejado”, comentou, esperando que esse dia não seja apenas uma data de celebração, porém de “reflexão profunda”, no sentido de o Ministério da Educação “apropriar-se de meios” para melho capacitar os professores, e, consequentemente, os alunos.

“Mesmo a nível universitário os alunos têm dificuldade em escrever, se exprimir, principalmente na língua portuguesa… e isso é muito mau”, completou.

Também, Ilda Fortes, mãe de dois alunos no liceu, seguindo pelo mesmo diapasão, admite que são grandes os desafios do professor.

“Mas precisamos, de facto, de pessoas, neste caso concreto de professores, mais qualificados, face aos desafios do futuro, não só em Cabo Verde, mas a nível mundial. Que o professor seja uma referência de pessoa. Educada e respeitadora, porque há referências não muito abonatórias sobre o perfil do professor, a nível do País”, advertiu, acautelando que a corrupção pode-se dar a nível do próprio ensino.

Outros pais que não quiseram se identificar dizem, entretanto, que enquanto integrantes dessa sociedade acompanham com “grande preocupação” alguns fenómenos sobre o perfil do professor, dentro e fora da sala de aula, de entre os quais, o “envolvimento amoroso” de professores com alunos.

“Isso é preocupante. Onde estamos e para onde vamos. Parece que tudo é natural. Há professores e professores”, questionam, clamando melhor a atenção das autoridades no capítulo da Educação, porque “não é só preencher vagas”.

SC/JMV
Inforpress

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