Ilha do Sal: PAICV local diz que se instalou uma situação de “caos” no arranque do ano lectivo

 

Espargos, 26 Set (Inforpress) – O PAICV na ilha do Sal denunciou hoje em conferência de imprensa, o que designou de “caos”, no arranque do ano lectivo, indicando que a situação foi provocada por “total desorganização”, não obstante as expectativas criadas.

Ana Paula Santos, deputada nacional eleita pelo círculo do Sal, para quem é preciso organizar-se e planificar melhor, apontou a insuficiência de salas para os alunos do 5º ano de escolaridade, falta de professores, sobretudo de língua inglesa e francesa, inexistência de manuais para compra, a não fixação dos horários em tempo útil, entre outros aspectos, como principais constrangimentos registados no arranque deste ano lectivo, aliadas a problemas de insegurança no percurso de acesso à escola, conforme sublinhou.

A deputada menciona ainda a situação da escola Ildo Lobo, em Pedra de Lume, que permanece fechada, apesar de se ter garantido que se tratava de encerramento provisório para obras.

Criticou, por outro lado, o facto de se ter introduzido no sétimo ano a disciplina de Geografia, sem que ainda o programa, o manual, tão pouco orientações relativas fossem disponibilizados, pelo que questiona a razão pela qual se criou tantas expectativas, ao invés de se preparar convenientemente.

“É preciso planificar e organizar melhor. As obras das salas que deveriam ser construídas na Escola Secundária Olavo Moniz, para albergar os alunos do 5º ano só agora começaram, apesar das garantias dadas pelas ministras da Educação e das Infraestruturas, aquando da sua visita à ilha, e estão a perturbar grandemente o decorrer das aulas nesta estrutura do ensino secundário, detalhe que nem sequer foi levado em conta”, reprovou.

Ana Paula Santos lamentou também o facto de a via técnica, introduzida há dois anos na ilha, não ter arrancado neste ano lectivo, tendo por isso questionado “onde é que estão os ganhos”? “Onde está o foco na juventude e na formação”, contestou, exigindo igualdade de oportunidade aos alunos do Sal.

“É necessário criar condições a nível das infraestruturas, corpo docente, materiais didácticos, segurança no acesso e dentro das estruturas para que os alunos do Sal possam também estar motivados e conseguirem o sucesso pretendido”, concluiu.

“O país tem que ser pensado no seu todo. Não é só na capital que temos alunos, e para isso, a planificação deve ser feita com antecedência para que em todos os concelhos o arranque seja sem sobressaltos”, enfatizou a deputada.

SC/FP

Inforpress/Fim

 

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