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Ilha do Sal: Operadores económicos criam associação de restaurantes e bares crioulos (c/áudio)

Espargos, 15 Ago (Inforpress) – Os operadores económicos na área de bar e restauração, no Sal, criaram sexta-feira uma associação com a missão de representar a classe e contribuir de forma mais efectiva para que todas as empresas do ramo avancem e se desenvolvam.

O grupo de operadores nacionais, crioulos, entendeu dar um passo à frente, no sentido de criar uma organização que representasse a classe, baseado no princípio de que a união faz a força, formalizando a “Associação de restaurantes e bares crioulos”.

Para Américo Soares, um dos operadores do ramo, quem vai assumir a presidência do conselho directivo, disse hoje em declarações à Inforpress, que esta associação já deveria ser criada há “muito tempo”, para zelar, representar e desenvolver o sector.

“Restaurantes que têm contabilidade organizada é um negócio que não dá lucro, por causa do IVA [Imposto sobre o Valor Acrescentado] que é muito alto. Mais de 80% de produtos que usamos na restauração é isento de IVA, e a gente tem que pagar (…) além dos impostos que também temos que pagar. O lucro vai no pagamento do IVA e impostos”, exteriorizou.

Daí, explicou, que a ideia é constituir uma associação “forte, séria”, formada por empresas crioulas que honram o seu compromisso perante o Estado e seus funcionários, para que quando algo não vai bem poderem exigir em conformidade.

“Então, demos o pontapé de saída, com a realização da nossa primeira assembleia, onde foram eleitos os órgãos directivos”, relatou Américo Soares, destacando o facto de a “Associação de crioulos na área de restauração e bar” aceitar para sócios, apenas empresas cumpridoras com os seus deveres enquanto contribuinte.

Américo Soares conta com certa revolta que o sistema turístico está ”montado de tal forma” que o restaurante Américo’s, por exemplo, não consta da lista de restaurantes recomendados pelos tour operadores.

“E muitos turistas, clientes, que vão comer no Américo’s, questionam esse facto. E respondo que é porque não compactuo com certas e determinadas coisas que vão contra os meus princípios, porque sou uma empresa séria, uma empresa familiar, cem por cento crioulo”, desabafou, reiterando que é cumpridor dos deveres fiscais.

“Não devo nada, nem às Finanças nem ao Instituto Nacional de Previdência Social (INPS)”, disse em tom de orgulho.

Na qualidade de presidente desta associação que se quer “sólida e séria” Américo Soares concluiu que o objectivo desta colectividade é de também associar-se à Câmara do Turismo, dando o seu contributo no desenvolvimento deste destino turístico.

“Associação de crioulos na área de bar e restauração” já está criada faltando agora a sua legalização.

“Esperamos, com a legalização da nossa associação que vai dar visibilidade à classe, sermos auscultados e mais bem tratados, e não servir apenas para pagar impostos”, enfatizou o empresário.

SC/CP

Inforpress/Fim

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