Ilha do Sal: Munícipes satisfeitos com governação do primeiro ano de mandato do executivo camarário

 

Espargos, 17 Ago (Inforpress) – Munícipes na ilha do Sal avaliam positivamente o primeiro ano de mandato do novo executivo camarário, liderado por Júlio Lopes, a cumprir já em Outubro próximo, manifestando-se expectantes quanto à execução das promessas eleitorais.

Abordadas pela Inforpress sobre a actuação do primeiro ano de governação da equipa camarária, sustentada pelo Movimento para a Democracia (MpD), algumas pessoas, embora considerando que ainda é cedo para “cobrar obra feita”, dizem, entretanto, apreciar a forma como a equipa sob a liderança de Júlio Lopes tem observado os desafios relativamente às “grandes preocupações” que afectam a ilha.

Destes desafios apontam, nomeadamente a requalificação urbana e ambiental, a requalificação dos bairros degradados, melhoria das acessibilidades e vias de comunicação, assim como a promoção do direito à habitação, lazer e desporto.

“Realmente, o executivo camarário já vai cumprir o seu primeiro ano de mandato, um tempo ainda relativamente curto para se fazer qualquer tipo de avaliação. Mas, enquanto munícipe sinto-me segura em afirmar que este executivo está em muito bom caminho”, opinou Fernanda Dias.

Outros munícipes que também corroboram da mesma opinião afirmam que se trata de uma equipa “dinâmica, determinada, cheio de vontade de fazer”, sobretudo, com “muitas ideias”, conseguindo envolver os moradores da ilha nas mais diferentes actividades que vêm promovendo, destacando, por exemplo, o Festival de Literatura Mundo do Sal, um evento inédito, realizado recentemente na ilha.

“Júlio Lopes propôs um Sal diferente nos próximos quatro anos para a felicidade das pessoas. Confiamos e estamos aguardando que assim seja. Apreciamos de forma muito positiva a governação da câmara do MpD. No final… a ver vamos”, reiterou a maioria dos entrevistados.

Outros, porém, considerando que a população salense continua a viver momentos de “grandes dificuldades”, apelam à edilidade no sentido de ser mais “solidário” com as necessidades da população, ponderar, por exemplo sobre as taxas e impostos, nomeadamente o IUP, que estão, conforme referem, a “afrontar” os contribuintes.

“Uma das grandes aspirações do cabo-verdiano é ter casa própria, mas em matéria de imposto, também no concernente à aprovação de projectos de arquitectura, cálculo de estabilidade… os valores são exorbitantes. Até o munícipe estar munido de toda a documentação, visando casa própria vai pagar muito dinheiro. O imposto e taxas nesta terra, tanto a nível do Governo central quanto a do local é uma afronta ao cabo-verdiano. E, a situação implica alguma reflexão e solidariedade”, desabafa João da Cruz, economista.

Também houve gente a dar o “benefício da dúvida”, já que primeiro ano é tido como ano de graça. Dizem que a equipa camarária está a “preparar voo” com vista à transformação do Sal, para dotar a ilha – conforme se prometeu -, de melhores infra-estruturas, urbanização e equipamentos sociais, mais segurança e tranquilidade, espaços verdes e ambiente natural mais protegido resumindo, “felicidade” às pessoas.

“Não é fácil, ainda é cedo para avaliar… Não se pode exigir execuções concretas, palpáveis, num primeiro ano de mandado. Mas acreditamos que o executivo está a fazer o seu trabalho. É dar tempo ao tempo. Têm ainda mais três anos pela frente”, concluíram.

Entretanto, entrevistados na mesma linha de intenção, os moradores de Santa Maria foram mais críticos e reclamando maior proximidade do edil

Queixam-se da ausência do poder autárquico, do edil Júlio Lopes, ao fazerem o balanço de seu primeiro ano de governação, lembrando que prometera sua acção centralizada na visão “Felicidade para as pessoas”, e transformar Santa Maria na cidade turística de nível internacional.

“O presidente precisa estar mais próximo da população de Santa Maria, à semelhança daquilo que acontecia no passado… continuar a auscultar as pessoas, dar audiências também em Santa Maria”, protestam.

Colocando, todavia, enorme expectativa no que concerne às promessas de campanha, não obstante ser ainda cedo para fazer uma avaliação deste primeiro ano de governação autárquica, os santamarienses com quem Inforpress conversou, avisam que nos próximos tempos vão exigir obra feita.

De entre as execuções, apontam como prioritárias, disciplina e organização na praia de Santa Maria, melhor iluminação pública para garantir a segurança aos residentes e visitantes, requalificação da Praia de Igrejinha no sentido da sua transformação num parque de lazer – como prometido -, expansão urbana para a resolução do problema de pedidos de terreno pendentes, entre outras mudanças.

Arlindo Monteiro, segundo o qual nesta nova era, em que as exigências são maiores de modo a permitir cumprir o objectivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas, como se propôs, os salenses precisam de um presidente de câmara e uma equipa de vereadores “competente, humilde, próxima e solidária com as pessoas”.

“Passam as eleições a humildade acaba, tornam-se soberbos … enquanto a população vai vivendo momentos de grande dificuldade”, exteriorizou.

Por outro lado, apontando alguma lacuna, outros vêm a necessidade de requalificar o pessoal que trabalha na câmara, na área de atendimento, ter algum treinamento ou nível de perfeição… de modo a serem “mais polidos” com o utente, porque o atendimento, “é o rosto” da própria instituição.

Uns e outros concluem dizendo que seria um “grande ganho, um ponto de honra” se o actual presidente e sua equipa conseguissem, por exemplo, acabar com os bairros de lata de Alto São João, Alto Santa cruz e Alto Saco, aliás, também “bandeira de campanha eleitoral”.

SC/FP

Inforpress/Fim

 

 

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