Ilha do Sal: Ministro das Finanças exorta empresários a pagarem impostos (c/áudio)

Espargos, 12 Mar (Inforpress) – O ministro das Finanças, Olavo Correia, apelou aos empresários, segunda-feira, na ilha do Sal, a pagarem os impostos, já que é “obrigação” de qualquer cidadão responsável.

O vice-primeiro-ministro e titular da pasta das Finanças fez este apelo no acto de lançamento público da primeira edição do Cabo Verde Investment Fórum, a que presidiu num dos hotéis da cidade de Santa Maria, e cujo evento deverá acontecer de 01 a 03 de Julho deste ano, na ilha do Sal.

A realização deste evento vem na sequência da Conferência Internacional “Construindo Novas Parcerias para o Desenvolvimento sustentável de Cabo Verde”, cumprida no mês de Dezembro de 2018, em Paris.

Olavo Correia, que aproveitou o momento para lançar este apelo, lembrando que há dias foi enviado um “lembrete gentil” aos empresários e contribuintes, lamentou o facto de, na praça pública, conforme disse, terem acusado o governo de estar a persegui-los.

“Nada mais falso”, disse, mencionando que se fosse nos Estados Unidos da América, Portugal ou França, não receberiam um “lembrete gentil”.

“Tem conta bancária, imóveis, viatura (…), o Estado toma tudo. E ainda por cima põe-lhe um processo-crime, e pode ir parar à cadeia”, observou, asseverando que pagamento de imposto é “obrigação” de qualquer cidadão responsável.

Segundo o governante, não se pode pedir mais e melhores estradas, mais e melhor educação, saúde, segurança … e não se querer pagar os impostos, questionando, neste sentido, aonde é que o Estado vai obter recursos para pagar polícias, tropas, médicos, juízes e funcionários públicos.

“É nos impostos… Nós estamos a trabalhar para que o sistema fiscal seja melhor gerido, mais amigo dos contribuintes, para que todos possam pagar impostos e cada um pague menos. Mas todos têm que pagar os impostos”, acautelou, informado que o Governo está com uma agenda de reforma, apostando nas tecnologias para evitar que ninguém tenha a “pretensão” de querer fugir ao fisco.

“Vamos introduzir a factura electrónica, nas pequenas encomendas vamos acabar com todo o sistema de desembaraço alfandegário. Acabamos com toda a burocracia, mas no global dos impostos temos que aumentar, passar dos 22 por cento (%) do Produto Interno Bruto (PIB), em termos de receitas, e atingir 30%, como é o caso das Seicheles e das Maurícias”, disse.

Referindo-se à “muita gente” que no país vive na informalidade e que não paga impostos, a propósito, o ministro exterioriza, dizendo, que essa ideia de que em Cabo Verde “somos pobrezinhos e que não devemos pagar”, tem de ser descontinuada.

“Se se exige melhor educação, transportes, saúde (…), tem-se o dever de contribuir”, reiterou, ajuntando, que em não podendo há justificação para o efeito.

“Mas, o Estado sabe quem pode e não pode contribuir. Quem pode contribuir não pode deixar de contribuir no momento certo”, avisou, informando que o Governo está a ultimar processo para montar o sistema para pagar aos fornecedores, também em tempo certo.

“Uma factura tem prazo de vencimento o Estado tem de pagar. O Estado é uma pessoa de bem, tem de dar o exemplo. Mas, também os contribuintes, quando têm obrigação para com o Estado, têm de pagar na data certa. O princípio de cumprimento de contratos e de compromissos é essencial para qualquer país que se quer desenvolvido”, reiterou.

“Estamos engajados em fazer de Cabo Verde um país melhor”, concluiu.


SC/CP

Inforpress/Fim

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