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Ilha do Sal: Ministra da habitação defende “forte fiscalização” para evitar surgimento de novas barracas (c/áudio)

Espargos, 10 Jan. (Inforpress) – A ministra das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação (MIOTH), Eunice Silva, defendeu hoje no Sal uma “forte fiscalização” por parte da câmara municipal, e consciencialização das pessoas por forma a evitar o surgimento de novas barracas.

Eunice Silva, que já algum tempo não vinha à ilha do Sal, fez esta ponderação, no final da sua visita às obras de construção de habitação de interesse social em Chã de Matias, bem como a área demolida em Alto São João e Alto Santa Cruz, alvo de intervenção governamental, que tem como principal estratégia assegurar a inclusão social, a redução das desigualdades e das assimetrias sociais e regionais.

“Essa parte de fiscalização para acompanhar as famílias para não construírem novas barracas é importantíssimo para que o programa tenha sucesso”, defendeu a ministra para quem a comunicação social tem também um “papel importante” nesse sentido, o de passar a mensagem, de informar.

“Mas a câmara municipal, essencialmente, tem de ter um serviço de fiscalização a funcionar e fazer rondas constantes, acompanhar, e lá onde surgir algum indício, agir de imediato, sob pena de não conseguirmos eliminar as barracas na ilha”, sublinhou.

Entretanto, iniciou-se já o processo de realojamento, onde foram realojadas mais de cem famílias, estando ainda 527 moradias em fase de acabamento, cujas obras iniciaram em Agosto de 2020, mas paralisadas na sequência da pandemia da covid-19.

Retomadas recentemente essas obras, segundo explicou a governante, vão avançando em etapas diferentes para alojar as famílias que continuam a viver em barracas, à medida que os fogos vão ficando prontos.

A titular da pasta das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação faz-se acompanhar de um grupo de técnicos, nomeadamente geógrafos e cartógrafos que, conforme disse, estão a fazer o mapeamento da situação actual da ilha do Sal em matéria do crescimento urbano, por forma a se fazer a comparação com aquilo que se tinha quando se iniciou o projecto.

“Tudo aponta que terá crescido. Provavelmente teremos mais famílias daquilo que nós contabilizamos em matéria de fogos construídos, e vamos ver como contornar a situação de maneira a alcançar o objectivo, que é demolir, completamente, os dois bairros”, apontou.

Segundo a governante, a partir de Março pretende-se retomar com o processo de realojamento das famílias, e ver também quantos agregados não poderão ser contemplados com esses blocos, já que não constam do cadastro inicial, devendo, entretanto, encontrar-se uma solução para estas famílias.

Logo à tarde, a ministra vai ter um encontro com a equipa camarária, numa reunião aberta para, conforme disse, se ilustrar através dos mapas de levantamento feito com drone, de modo a dar a conhecer a evolução da situação e que compromisso se poderá estabelecer com a câmara municipal, visando o seguimento deste processo.

“Para não chegarmos ao fim do programa e ter ainda muitas situações por resolver”, comentou, elucidando que o cadastro assenta mais de 600 famílias.

“Entretanto, as construções em curso, isto é, mais 527 moradias, e o que já foram realojadas vai dar para resolver o problema do cadastro que identificamos na altura. Agora, vamos ver quantas novas famílias surgiram. Não podemos estar a correr atrás das barracas para eliminar (…) as pessoas têm que colaborar. Não podem surgir barracas onde já limpamos”, exteriorizou, informando que nas próximas etapas a demolição será feita por zona.

SC/ZS

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