Ilha do Sal: Migrantes que deram à costa numa piroga na zona de Pedra de Lume foram repatriados hoje

Espargos, 30 Nov (Inforpress) – Os migrantes que deram à costa numa piroga, no Sal, há duas semanas, foram hoje repatriados num avião da Air Senegal que partiu do Aeroporto Internacional Amílcar Cabral com 65 cidadãos da costa ocidental africana a bordo.

Acolhidos ao longo desses dias no Estádio Djidjuca, sob os cuidados das autoridades cabo-verdianas, esses indivíduos que tentavam chegar à Europa através dessa aventura frustrada, regressam ao seu país, num voo que saiu do Sal hoje às 12:30.

Segundo o comandante da Polícia Nacional (PN), Orlando Évora, o processo decorreu dentro da normalidade.

O corpo do migrante que veio a falecer no Hospital Ramiro Figueira deveria ser trasladado no mesmo voo, mas tal não aconteceu, dado a alguma dificuldade na documentação, devendo, entretanto, ser dado a terra, ainda hoje no Sal, soube a Inforpress.

O referido grupo que tinha Espanha por destino, terá partido de Mbour, Senegal, mas veio parar ao Sal, mais concretamente na zona de Pedra de Lume, devido ao estrago do motor da embarcação, e a correnteza desviado a sua rota, segundo informações das autoridades locais.

Na altura, cinco dos indivíduos deram entrada no Hospital Ramiro Figueira com desidratação severa, desnutrição e outras complicações, tendo um deles acabado por falecer.

Alguns dias depois do naufrágio, quatro corpos, supostamente de pessoas do mesmo grupo, deram à costa e outros seis viriam a ser avistados pelas autoridades, na praia de Água Doce, mas o estado agitado do mar dificultou a operação de resgate dos cadáveres.

Esta aventura termina bem para os 65 migrantes, sobreviventes, todos do sexo masculino, dos quais três menores, que voltam às origens, já que informações não confirmadas apontam que foram cerca de 150 pessoas que partiram do Senegal nestas condições rumo a Espanha.

Piroga, ou também chamada canoa, é um tipo de embarcação característica da África, da Oceania e da América indígena.

Este tipo de embarcação, comprida e estreita, feita de um só tronco de árvore cavado, era muito utilizado também por nativos polinésios.

SC/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos