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Ilha do Sal: Infestação de mosquitos preocupa delegado de saúde que não descarta possibilidade de casos autóctones de paludismo

 

Espargos, 08 Set. (Inforpress) – O delegado de Saúde na ilha do Sal manifestou-se hoje “preocupado” com a infestação de mosquitos na ilha, e não descarta possibilidade de aparecimento de casos autóctones de paludismo embora Sal não tenha o Anopheles, mosquito transmissor da doença.

Com as águas estagnadas depois das últimas chuvas, a ilha do Sal encontra-se infestada de mosquitos, em tudo quanto é zona, dentro e fora de casa das pessoas, situação que “preocupa” o delegado de Saúde, José Rui Moreira, quanto mais não seja com o surto de paludismo registado na Cidade da Praia.

“Com a chegada das chuvas, a situação de mosquitos aumentou na ilha. Temos o mosquito vector, Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre-amarela, zica e Chikungunya. No Sal nunca foi detectado casos autóctones de paludismo, o que mostra que o anopheles não é um mosquito que resista ao seu clima, daí que a grande preocupação tem a ver com casos de paludismo importado, de pessoas que viajam para a África Continental”, apontou.

Porém, o responsável de saúde local vai dizendo que não se deverá descartar a hipótese de casos autóctones de paludismo, porque, segundo explica, com as alterações climáticas, os insectos podem perfeitamente adaptar-se à situação.

“Com as mudanças climáticas é bem capaz que no futuro venhamos a ter o mosquito anopheles. Uma coisa é ter mosquitos que incomodam e mordem e outra, bem diferente é ter mosquitos infectados, com dengue, febre-amarela ou palúdico, capaz de transmitir doenças depois de picar alguém infectado” acautelou.

O médico alerta que o paludismo é uma doença infecciosa, caracterizada por febres altas, calafrios e cefaleias que se não tratada atempadamente pode gerar complicações graves.

Reiterando que a infecção acontece devido à picada do mosquito Anopheles fêmea disse que a melhor forma de prevenção consiste em evitar ser picado, através do uso de repelente e protecções nas janelas, por exemplo.

“Há que fazer o tratamento rapidamente, para que a doença não se desenvolva e chegue na sua forma mais grave, afectando o cérebro, onde as hipóteses de complicações e de óbito são muito maiores”, explicou.

O delegado de Saúde chama a atenção das pessoas, sobretudo as que viajaram de lugares onde se registam casos de paludismo a estarem atentas aos sintomas e procurar os serviços hospitalares o mais rapidamente possível.

“Entre o ano passado e este ano detectamos no Sal cerca de 5/6 casos de paludismo importado”, conclui apelando à colaboração das pessoas no sentido de evitarem recipientes, vasilhas que possam acumular água, bem como a ter cuidado com o lixo, dentro e fora das suas casas.

 

SC/ZS

Inforpress/Fim

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