Ilha do Sal: Inativo e em estado avançado de degradação ex-Hotel Aeroflot serve de abrigo a mais de 200 pessoas

 

Santa Maria, 09 Jun (Inforpress) – O ex-Hotel Aeroflot, na cidade de Santa Maria, ilha do Sal, serve agora de abrigo a mais de duzentas pessoas que invadiram o emblemático estabelecimento hoteleiro, inativo há cerca de sete anos, e em estado avançado de degradação.

Encerrado em Dezembro de 2010, durante a gerência da empresa “Cabocampo”, para manutenção por um período de dois meses, nunca mais abriu as portas, tendo deixado no desemprego cerca de 23 funcionários, sem remuneração dos anos de serviços prestados, cujo processo encontra-se ainda nas barras do tribunal.

Volvidos sete anos de inatividade, e a degradar-se a cada momento, há algum tempo que o referido hotel vem sendo invadido por cidadãos, tanto nacionais como da comunidade africana radicada no Sal, fazendo “das suas” dentro desse espaço, hoje sem água, luz eléctrica, e a cair de velho.

Lamentando a situação, Mário Correia, presidente do Sindicato da Indústria, Comércio e Turismo (SICOTUR), em representação dos trabalhadores, que foi fiel depositário do hotel, esclareceu em declarações à Inforpress, que em 2014 fez a entrega do empreendimento hoteleiro, ainda em “bom estado de conservação, e com praticamente tudo no lugar”.

“Durante quase dois anos que o hotel esteve sob a minha responsabilidade não havia nenhuma ocupação por parte de estranhos. Aliás, fiz de tudo para retirar cerca de 20 pessoas que ali encontrei alojadas. Entreguei o hotel no mês de Agosto de 2014 nas melhores condições, totalmente limpo, muito bem apresentado, com jardim tratado e cuidado, com todos os pertences, tinha um guarda que contratei para garantir a segurança das instalações, (…), parecia estar a funcionar”, indicou o sindicalista.

Mário Correia acrescenta, que mais do que isso, pagou, inclusive, as despesas de manutenção do hotel, além de também ter entregue à Dra. Carla Monteiro, advogada da empresa, um cheque no valor de 517.432$00, do remanescente, ou seja, saldo que ainda tinha em seu poder.

“Fiz o meu trabalho, a minha missão foi comprida da melhor forma possível”, disse.

Continuando ainda com um processo no Supremo Tribunal de Justiça contra a companhia proprietária do hotel, reclamando os direitos dos trabalhadores, Mário Correia aproveita e pede agilidade do Supremo, no sentido de sua decisão.

Por outro lado, abordado sobre a questão, o comandante da Polícia Nacional (PN), João Santos esclareceu que, tratando-se de uma propriedade privada a Polícia não actua de qualquer forma, a não ser quando solicitada pelo Tribunal.

A Inforpress tentou contactar a Dra. Carla Monteiro, cujo imóvel está neste momento sob a sua responsabilidade, enquanto advogada da companhia, mas sem sucesso.

SC/FP

Inforpress/Fim

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